domingo, 14 de fevereiro de 2016

TUTORIAL BLOGGER -  o passo a passo para construção de um blog no blogger, 



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Projeto Vivencial

O TRABALHO DO GESTOR NA ESCOLA: DIMENSÕES, RELAÇÕES, CONFLITOS, FORMAS DE ATUAÇÃO
Autores: Maísa Maria dos Santos Guilherme, Mario Fernandes e Rejane Maria de Azevedo

Atuação dos colegiados escolares e, formação e condições de trabalho dos professores na instituição de ensino a partir do diagnóstico da escola.

            No que tange os colegiados, a escola possui uma experiência muito boa. Atuam hoje no interior da escola o Caixa Escolar e O Conselho Escolar. O Conselho Escolar possui uma dinâmica de funcionamento própria e independe dos gestores da escola para funcionar. As reuniões ordinárias acontecem a toda primeira semana de cada mês, agendamento fito logo no início do ano letivo.
            A participação do Conselho escolar pode ser registrada na resolução de quase todos os problemas da escola, problemas de disciplina, administrativos, pedagógicos, financeiros e também de aprendizagens. O conselho possui um projeto de formação sistematizado, porem sem funcionalidade hoje. Este projeto deverá ser reformulado e transformado em um plano de formação contínua visto que a rotatividade de membros nos colegiados dada a curta durabilidade dos mandatos deixa patente a existência de um colegiado sempre carente de formação específica.
            Apesar desta realidade, o conselho conta com membros que já tiveram formação de conselheiros por via do Portal do MEC. Outros, já participaram de oficinas na própria escola sobre as funções do conselho, desafios e formas de superação. Há uma dinâmica de funcionalidade no cotidiano da escola que reflete o espírito de integração existente entre a gestão e o Conselho.
            A participação do Caixa Escolar é mais restrita ao financeiro, no entanto é sentido pela gestão que esse colegiado poderia fazer mais. O colegiado precisa apresentar maior dinamicidade no contexto escolar uma vez que sua presença esta mais concentrada em análises de planos de aplicação e prestações de contas. Neste colegiado os membros não tem se envolvido muito em processos formativos.
            A escola não possui Grêmio Estudantil, no entanto, a luta pela organização dos estudantes no interior da escola se arrasta desde 2010 e seu fracasso sinaliza que faltou um apoio mais consistente e, que talvez por isso os alunos não tenham conseguido dar continuidade aos trabalhos que foram por diversas vezes programado. É sabido que a lei nº 7.398, que dispõe sobre a organização de entidades representativas dos estudantes de 1º e 2º graus foi criada em 04 de novembro de 1985. Pelo Art. 1º - Aos estudantes dos estabelecimentos de ensino de 1º e 2º graus fica assegurada a organização de Estudantes como entidades autônomas representativas dos interesses dos estudantes secundaristas com finalidades educacionais, culturais, cívicas esportivas e sociais.
            A lei ao delegar aos estudantes secundaristas o poder de direcionar os movimentos estudantis na escola dificultou, em virtude de uma diretoria muito especializada, um complexo processo de eleição a organização dos mesmos nas escolas onde só funcionava o Ensino Fundamental.
            As frustradas experiências acumuladas pela escola para construir com os alunos um canal de participação próprio dos discentes levou o gestor a se aliar aos alunos para estruturar o colegiado estudantil. A princípio, o entendimento construído através do estudo da lei e de consultas a órgãos do Estado, de que os alunos só poderiam se organizar através de Grêmios estudantis, provocou certo desânimo, no entanto, a decisão já estava amadurecida e a ideia era ir em frente.
A luta dos alunos e do gestor se viu revigorada pela iniciativa da Secretaria de Educação do Estado em reformular a Lei Complementar 290/2015, a lei que instituiu a gestão democrática na Rede Estadual de Ensino. A reformulação da lei segue um caminho compatível com a gestão democrática. Por meio de fóruns regionais nas Diretorias Regionais de Educação e um fórum na escola de Governo, na capital do estado, ocorrido em 18 de novembro de 2015.
No fórum regional o diretor e um aluno da escola apresentaram à proposta original, que trazia o grêmio como colegiado dos estudantes, a possibilidade de acrescentar os termos “ou outras formas de organização”, tendo em vista que o Plano Estadual de Educação na Meta 19 que trata da gestão democrática da educação trazia no item 11 essa possibilidade. A ideia foi aprovada por unanimidade na regional.
No fórum geral, no entanto, a proposta da escola se viu envolvida por manobras articulados pela APES (Associação Potiguar dos Estudantes Secundaristas). A APES defendeu a premissa de que os estudantes no RN tinham que estar organizados em grêmios e esses grêmios articulados com a APES uma vez que ela era a associação representativa de todos os estudantes no Estado do RN. A ideia monopolista da APES entrou em choque com outras instituições secundaristas presentes, e trouxe a diretores, coordenadores pedagógicos, alunos e professores presentes a possibilidade de se fazer movimento estudantil na escola a partir de nova nomenclaturas, dai a proposta defendida pela escola Estadual Antonio de Azevedo ter sido aprovada independente dos protestos da APES.
Mesmo sem a nova lei ter sido encaminhada a Assembleia Legislativa, na escola já se deu inicio as preliminares para organizar os estudantes em seu próprio colegiado. Os representantes de turmas foram definidos. Foi desenvolvida uma oficina com os representantes de turmas sobre a importância da luta estudantil e da participação destes como agentes de mudanças. Foi formada entre eles uma comissão de sete membros para rever as normas regimentais existentes e a formulação do estatuto a formalização do conselho no contexto da escola. O estatuto foi elaborado e submetido a uma Assembleia Geral onde foi aprovado, inclusive com denominação própria. A diretoria foi escolhida e empossada estando apta a iniciar a elaboração de seu plano de trabalho para 2016 e 2107.
No tocante a participação dos pais, esta tem sido provocada através de reuniões, palestras e confraternizações promovidas por ocasião dos dia dos pais e do dia das mães. No que tange as reuniões e ações desenvolvidas pela escola, há sempre uma desculpa a não participação. O índice de colaboratividade é muito baixo algo em torno de 20% se o objetivo é doar alguma coisa a escola, mesmo que seja um trabalho. Para garantir a presença da maioria nas reuniões, promovemos a entrega de boletim bimestralmente por turma, devendo os pais comparecer para assinar o boletim dos mesmos, ainda assim ficam alguns boletins sem assinatura e no decorrer da semana os alunos insistindo para levar para casa para os pais assinarem.
A escola não possui Conselho de Classe, mas, a depender da nova formatação que vem trazendo a Lei da Gestão Democrática das escola do Estado do RN, deverá cria-los e implanta-los.
De modo geral, são os alunos os que mais se dispõem a atuar de forma espontânea na escola e, mesmo assim sob um olhar de crítica de alguns professores que acham que lugar de aluno não é em sala de supervisor nem tão pouco de diretor mexendo em computadores, armários ou dando pitaco “no que não é de sua conta”, a menos é claro, que ele professor queira se ver livre desse aluno. Nesse caso ele pode estar em qualquer canto menos na sua sala de aula. É marcante a participação dos alunos em peças teatrais, organização de gincanas e festas temáticas, ajudando a professores de turmas iniciais com seus alunos e, a direção em reuniões e eventos.
Os pais como já se deixou evidente é preciso estratégias para provocar a participação deles em alguma coisa e estas raramente surtem os efeitos esperados, más tem sempre os que se disponibilizam e a participação nos conselhos é um exemplo.
Quanto aos professores, apesar dos dissabores que enfrentam findam sendo o apoio constante. É certo que alguns são omissos por natureza, mas a maioria veste a camisa da escola. Participam dos eventos, chegando inclusive a promovê-los. Não é sem queixas é certo, mas quando é necessário trabalham fora de horário se for preciso, sobretudo em atividade de formação, planejamento, avaliação e promoção de eventos pela escola.
A necessidade de estar em permanente processo de formação na Escola Estadual Antonio de Azevedo ficou patente em 2011 por ocasião da implantação do Projeto UCA – Um Computador por Aluno. Ao se deparar com uma metodologia de trabalho totalmente diferente do que vínha fazendo até aquele momento, priorizando o uso das novas tecnologias a favor da educação, ficou evidente que a maioria dos professores não estavam habilitados para ingressar nesse universo. Na época, foram feitas várias reuniões, direção, apoio pedagógico, equipe do PROINFO/SEEC e professores da UFRN, para planejar o processo de formação dos profissionais da escola.
No decorrer do processo, surpreendeu o fato dos profissionais não terem oferecido resistência à adoção de uma nova metodologia de trabalho e o envolvimento deles para mergulharem no desconhecido, para dominar as novas ferramentas que assumiria um papel significativo entre eles, o aluno e o processo de construção do conhecimento.
Ante a receptividade do professor a novos conhecimentos percebeu-se, a importância de promover a formação continuada destes, a partir dos dilemas que fossem surgindo no cotidiano escolar. É verdade que as ações trabalhadas até 2014 foram pactuadas no projeto político pedagógico da escola, a partir de um fórum promovido em 2013, dentro de meta melhoria da aprendizagem, onde foram apontadas várias ações, sobretudo, ações relacionadas à qualificação dos docentes em novas metodologias de trabalho. O PPP que está sendo reformulado abordará diretamente a formação continuada em serviço, já que esta foi uma proposta da nova gestão eleita para o biênio 2015-2016 em seu plano de gestão.
A escola mantém um trabalho de formação em serviço bastante consistente, pois os estudos são promovidos a partir das provocações que o fazer diário na escola produz. Isso tem permitido a equipe entrar em questões muito peculiares que ainda não estão sendo encaradas pela maioria das escolas, a exemplo da indisciplina do aluno e dos limites que o professor apresenta para lidar com a complexidade que essa problemática traz ao cotidiano da escola hoje, ante as inúmeras recomendações e direitos assegurados por leis.
A partir da perspectiva adotada a desobediência do aluno e a indisciplina passam a ser encaradas de várias perspectivas. Por esse prisma elas tanto podem ser um sinalizador da resistência do aluno à cultura padrão, a falta de limites na formação destes ou um sintoma do estágio do adolescer.
Ao professor são oportunizadas situações de interação com a problemática. Esse processo se dá através do desenvolvimento de oficinas preparadas pela equipe de apoio pedagógico, por meio das quais o professor é instigado a perceber o novo cenário que se vive hoje, o poder de resistência da cultura popular à cultura padrão e a necessidade de perceber e lidar com as novas situações que emergem das novas configurações do viver numa sociedade mundialmente conectada e culturalmente em ebulição, o que vai exigir do professor em seu fazer professoral uma atitude de ponderação e flexibilidade como defende Perrenoud (2011).
São desenvolvidas no decorrer do ano letivo várias oficinas para trabalhar os problemas que vão surgindo, sobretudo nos relacionamentos interpessoais intra e extraescolar. Sempre que é diagnosticado um conflito que está sendo gerado na escola, conflitos que podem afetar de forma negativa alunos, professores, pais, supervisores, pessoal de apoio ou mesmo a gestão, a equipe pedagógica prepara uma oficina para explorar a questão. As oficinas são preparadas para serem desenvolvidas num período de quatro a oito horas. No decorrer das oficinas há espaço para a projeção e reflexão de filmes e vídeos, leituras de textos, produção e exposição de trabalhos e debates, além de outros recursos didáticos jugados necessários.
No tocante as condições de trabalho a escola dispõe de um acevo significativo de materiais didáticos e pedagógicos além de contar com dois Datas show, equipamento que substitui de forma muito mais eficiente grande quantidade dos equipamentos e recursos gráficos existentes na escola. Possui uma sala de vídeo dotada de TV LSD preparada para inúmeras explorações por parte do professor, inclusive com treinamento realizado em serviço para operar esses equipamentos. Possui microssistes e notebooks para explorar músicas, historias contos e outros gêneros em sala de aula.
Além dos recursos acima os alunos dispõem de um laptop, equipamento que faz parte do Programa UCA (Um Computador por Aluno) do governo Federal e que dota alunos e professores de um instrumento de pesquisas na internet, fotografias e filmagens e de digitação e produção de conhecimentos.
Os quadros da escola são todos em formica branca o que facilita as projeções de audiovisuais em sala de aula e também os escritos do professor na losa. Os planejamentos ocorrem semanalmente com o auxílio da supervisão. Há ainda planejamentos bimestrais e anuais e. uma avaliação menção onde os professores apresentam assuas dificuldades para serem trabalhadas. Essas dificuldades podem ser de qualquer natureza: de conteúdos, estratégias ou mesmo de uso de recursos tecnológicos.

Bibliografia

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE.  Plano estadual de educação (2015-2024).
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. Lei 290, de 16 de fevereiro de 2005, que dispõe sobre a democratização da gestão escolar no âmbitoda Rede Pública Estadual de Ensino do Rio Grande do Norte.
PERRENOUD, Philippe. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. Trad. Cláudia Schilling.  2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Lei 7.398 de 04 de novembro de 1985 que dispõe sobre a organização de entidades representativas dos estudantes de 1º e 2º Graus.

O TRABALHO DO GESTOR NA ESCOLA: DIMENSÕES, RELAÇÕES, CONFLITOS, FORMAS DE ATUAÇÃO
Autora: Maria José de Faria Oliveira

A construção do Projeto Político Pedagógico de uma instituição escolar requer uma análise criteriosa e precisa por parte da equipe escolar no intuito de diagnosticar os problemas e definir melhor as metas, ações e estratégias que serão implementadas para resolve-los. Nesse processo é preciso que a escola dispunha de material de apoio eficazes que fundamente nas decisões tomadas coletivamente. Para tanto, o referencial disponibilizado torna-se de grande valia, uma vez que explicita toda a dinâmica que envolve a construção do PPP.
A redação do material é bem completa tendo em vista que permite uma melhor sistematização de todo o processo de construção do projeto. No instrumento de pesquisa que trata da caracterização da instituição onde o diagnostico torna-se algo importante pois será preciso observar todas as dimensões. O documento está bem simplificado e possibilita uma melhor classificação do diagnostico, função e implicações da escola. Os instrumentos de pesquisa apresentados simplificam esse processo pois dividem-se em três elementos base como dimensões, eixo de análise e questões orientadoras assim facilitando o mapeamento das diversas situações cotidianas que acontecem no chão da escola. Podemos perceber quão é essencial para subsidiar o processo de elaboração do PPP, pois engloba todos os elementos que envolve a construção do mesmo. Assim, Considerando as metas e ações definidas no nosso projeto, amaciamos para o futuro uma escola de qualidade, que atenda o delineamento de alternativas que viabilizem uma articulação entre ciência e cotidiano, numa perspectiva global do conhecimento. A concepção de que o conhecimento se dá em área isolada não condiz com a realidade atual do ensino, contudo optamos por desenvolver metodologia de trabalhos com projetos interdisciplinares de acordo com a realidade dos alunos de forma que atendam aos anseios da comunidade escolar.
            Diante do exposto, as propostas metas e ações foram apresentadas e discutidas com todos os funcionários  da escola , comunidade escolar, para que houvesse o comprometimento de todos, tendo em vista, mais alcançar os resultados, sabemos que os desafios são muitos, mais temos a convicta certeza de que a “”Escola Estadual Professora Rosa de Lima Bezerra””, promoverá a qualidade do processo ensino-aprendizagem, a execução  de planos e programas que favoreçam melhorias para a estrutura física da escola, bem como aumento do número de alunos em todas as séries nas turmas oferecidas pela escola.
            A Escola Estadual Professora Rosa de Lima Bezerra, vem através de seu Projeto Político Pedagógico (PPP), formar um compromisso com a educação dos alunos de forma a garantir um trabalho por excelência. Tendo em vista melhores resultados no processo   de ensino aprendizagem, através de ações concretas, que busque o compromisso de todos com o ensino aprendizagem dos alunos. Nesse sentido, o referido projeto, tem função democrática e comprometedora com mudanças significativas frente as demandas atuais. A Escola Estadual Professora Rosa de Lima Bezerra, situada a Rua Jose Adelino de Medeiros S/N, Bairro Paulo VI, CNPJ 01.616.847/0001-68 conta em seu apoio financeiro com verbas do MEC caracterizado como PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola),PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar)
   Um quadro de pessoal de 01 Diretora 01 Coordenadora Pedagógica, 01 Coordenação Financeira, 02 Vigias, 01 Merendeira, 02 Auxiliar de Sala de leitura, 01 Servente, 01 Auxiliar de Secretaria, 01 Digitador, 01 Profissional de Sala de Recursos e 03 Professores.
            Em sua estrutura Física a escola conta com 04 salas de aula, 01 cozinha com despensa, 01 secretaria acoplada, uma pequena sala de leitura e 01 pequeno pátio.
            Quanto ao equipamento que a escola dispõe inclui-se 05 computadores: 02 para secretaria e 03 para atender os alunos com Necessidades  Educativas  Especiais, 03 nootbooks, 01 aparelho de som, 01 data show. 
Em relação ao número de matrículas para o ano de 2015 tivemos como matrícula inicial  de 62 alunos . 
            Quanto a nossa escola contamos com uma clientela de baixa renda, onde a maioria dos pais dos alunos tem pouca instrução escolar, e pouco acompanha seus filhos na escola. No entanto a credita na escola como necessária e importante na vida dos alunos.
            Em relação a taxa de aprovação, reprovação e evasão nas séries iniciais temos uma  aprovação  considerável  amparado  pela  Lei nº 11.274.  (Ensino Fundamental de nove anos), nas séries finais do Ensino Fundamental, 4º e 5º anos, no 4º ano tivemos um alto índice de reprovação de que ultrapassou 50 %. Já no 5º ano a situação de aprovação é bem melhor, chegando a mais de 60 %. No tocando ao abandono escolar, temos uma quantidade pouco considerável de apenas 1 % e  transferidos 20 %.
            A escola    portanto, tem uma responsabilidade muito grande na tarefa de educar, pois requer do educador , romper com certas linhas de pensamentos cultivados por várias gerações e procurara manter-se atualizada sobre as novas metodologias de ensino e busca desenvolver práticas eficientes, proporcionando aos alunos o acesso aos conhecimentos socialmente construídos e necessários ao exercício da cidadania.

Referencias.

BRASIL.-Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96), 1996 .BRASILIA,
DF: MEC: UNESCO. Educação: um tesouro a descobrir. 6ª Ed. São Paulo: Cortez, 2001.
CANDA V, V. M. A didática em questão. 18 ed. Petrópolis: Vozes, 2000.
_________. Um método para o ensino fundamental: O projeto. Petrópolis: Vozes, 2001.
LUCKESI, C. C. Filosofia da educação. São Paulo: Cortez 1994.
MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2000.
PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artes médicas, 2001.

VEIGA, I. P. A. (org). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção. Campinas: Papirus, 1995


O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA: DIMENSÕES CONCEITUAIS E METODOLÓGICAS
Autora: Luana Kleine Araújo de Medeiros

ELABORAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DA ESCOLA
·         Caracterização da Instituição Escolar
A Escola Isolada José Teixeira de Carvalho está localizada na zona rural, do município de Caicó, RN, Perímetro lrrigado Sabugi – Vila II, mantida pelo governo do Estado, Secretaria de Educação e Cultura do RN, compreende a ,Modalidade Ensino Regular, Etapa Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) – multisseriado com Código do Senso Escolar/INEP: 24031780. Tal instituição não dispõe ainda de Regimento Interno nem do Ato de criação, mas estão sendo tomadas as providências cabíveis para sancionar estes problemas.
 A mesma recebeu esse nome em homenagem ao senhor José Teixeira de Carvalho, que nasceu no dia 27 de setembro de 1854 no Sítio Sabugi, onde viveu toda a sua vida, o qual participou da vida pública como chefe político do partido republicano, tendo sido um homem bastante prestativo, dando assistência a toda comunidade.
A comunidade local é composta por 02(duas) vilas (Vila I e Vila II) onde residem, trabalham e estudam famílias de colonos que tem cada uma um pequeno lote de terra para cultivar e tirar o seu sustento. Porém, as secas que vem ao longo dos anos assolando esta região, a falta de acompanhamento e de assistência a que foi relegada toda esta comunidade, contribuíram, de forma decisiva, para compor o quadro de problemas que configuram seu cotidiano. Por não ter mais como tirar o seu sustento da terra, muitos chefes de famílias, esposas e filhos viajam diariamente para a sede do município e cidades circunvizinhas, para sítios vizinhos em busca de trabalho, com vistas à sobrevivência, o que causa a diminuição de alunos ou a constante ida e vinda destes; no entanto, poucos conseguem trabalho fixo e com carteira assinada; outros conseguem apenas realizar pequenos trabalhos em casa de famílias, lojas e trabalhos temporários. Além disso, algumas famílias têm um aposentado que sustenta a casa com o seu benefício.
Esses problemas vêm preocupando a todos os que formam o conjunto dos educadores da escola supracitada (e famílias envolvidas) e têm provocado reflexões e avaliações em busca de alternativas de enfrentamento para superação destes. Com este olhar e de forma participativa está sendo reelaborado o Projeto Político Pedagógico, que contém os encaminhamentos que visam contribuir de forma significativa na solução dos problemas socais e consequentemente, para a configuração de uma sociedade mais justa, mais humana e mais solidária, onde todos possam ter equitativamente, acesso aos bens socialmente produzidos.
            Nesse contexto, o relacionamento professor-aluno é imprescindível para o sucesso do processo ensino-aprendizagem. Acreditamos na mediação do professor como alguém capaz de conduzir o aluno em suas vivências com o mundo que o cerca e assim, refletindo acerca disso, construir o seu próprio conhecimento;  no diálogo como forma de mediar conflitos. O relacionamento escola - comunidade que antes se resumia a reuniões bimestrais, quando os pais eram convidados a receber boletins e discutir a aprendizagem dos filhos, as datas e eventos comemorativos, não havendo um relacionamento mais intenso e aberto, teve  nos últimos anos uma abertura a discussões dos problemas que afligem a ambas (escola e comunidade), bem como encaminhamentos e as soluções de alguns destes. No entanto, percebemos a necessidade de um empenho mais eficiente por parte das famílias, principalmente no acompanhamento didático-pedagógico dos seus filhos. Também são poucas as atividades desenvolvidas pela escola e mesmo por outros setores da comunidade que possam servir de motivação para formação de grupos de teatro, dança, música, jogos, entre outros.
O fortalecimento do vínculo família-escola acontece através de reuniões mensais ou extraordinárias para tratar de informações necessárias ao desenvolvimento escolar dos alunos e, além disso, sobre assuntos pedagógicos e administrativos da instituição. Porém, percebemos a necessidade de organizar estratégias para que as famílias sejam mais participativas e atuantes, principalmente no que se refere  às questões pedagógicas.
O espaço físico da escola não se constitui como um espaço adequado para realizar as diversas atividades escolares e comunitárias, uma vez que não dispõe de biblioteca, sala de professores, sala de recursos multifuncionais, ginásio, quadra de esporte, auditório e refeitório. Assim a escola apresenta 12 salas distribuídas da seguinte forma: 02 salas de aula, 01 sala que comporta a TV escola, sala dos professores e apoio pedagógico, 01 sala onde funciona a gestão administrativa e a secretaria, 01 cozinha pequena, 01 sala onde ficam duas estantes com livros e vídeos da TV escola e armários com material de consumo, 01 dispensa, 01 pequeno almoxarifado, 03 banheiros e 01 pátio. A escola não dispõe das condições de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida: arquitetônica (banheiros, vias de acesso, sinalização táctil, sonora e visual) pedagógica (livros e textos em formatos acessíveis e outros recursos de Tecnologia Assitiva – TA); comunicações e informações (tradutor/interprete de Libras, guia-interprete e outros recursos e serviços); mobiliários (carteiras escolares acessíveis, cadeira de rodas, muletas, andadores e outros).
Apesar das dificuldades relatadas podemos destacar que as duas salas de aula possuem um ambiente acolhedor, com espaço amplo, ventilado e bem iluminado. A instituição funciona apenas no turno matutino, no horário de 7 às 11:30. As turmas são multisseriadas: em uma sala funciona o 1º, 2º e 3º ano e, na outra, o 4º e 5º ano. Percebe-se portanto, que isso pressupõe um esforço maior por parte do educador e um comprometimento e doação para planejar suas ações de forma a garantir a aprendizagem significativa, respeitando as necessidades dos educandos e garantindo a emancipação dos sujeitos envolvidos, o que não é tarefa fácil, principalmente na primeira turma citada (de 1º ao 3º ano), já que os alunos do 1º ano exigem uma intervenção mais sólida para desenvolver suas habilidades. Seria preciso a construção de pelo menos mais uma sala de aula para comportar estes alunos.
A cozinha da escola é muito pequena e mal comporta os aparelhos refrigeradores, fogão e os armários que armazenam os itens da merenda e os utensílios de cozinha. A sala onde funciona a gestão administrativa e a secretaria possui quatro armários e ainda um armário pequeno, dois bureaus, ficando muito apertada,  dificultando até a locomoção. Além disso, é muito quente devido à incidência do sol. Precisa de ampliação e climatização para se tornar um espaço agradável e acolhedor.
A dispensa também é muito pequena e armazena com dificuldade os materiais de limpeza e utensílios como baldes, vassouras e outros. Os banheiros dos alunos são também pequenos, sem acessibilidade, não contêm chuveiro. Já o banheiro dos funcionários é um pouquinho maior e conta com um chuveiro. O pátio da escola é coberto, mas não comporta as festas com a comunidade. Existe uma quadra bem próxima a escola, mas a mesma não é coberta, não possibilitando, portanto, sua utilização durante o dia para a prática de esportes ou outra atividade. Além disso, vale salientar que a escola não dispõe de portões nos seus arredores, sendo totalmente aberta e perigosa para os alunos, já que estes podem facilmente cair de suas calçadas nos momentos de brincadeiras.  A mesma conta apenas com grades nas janelas e nas portas da cozinha e na sala onde ficam os computadores.
 Existe uma sala pequena, onde poderia funcionar uma pequena biblioteca ou a sala de AEE, mas é preciso reformá-la, adquirir mobiliário e climatizar a mesma. A escola não dispõe da sala de recursos multifuncional e de funcionários para realizar o trabalho de Atendimento Educacional Especializado – AEE; os alunos que apresentarem deficiência conforme a Resolução Nº 02/2012-CEE/CEB/RN, Art. 4, será combinado de comum acordo com a família para ser encaminhado a instituições da sociedade civil.
Quanto aos equipamentos, merece destaque o nosso laboratório de informática, que dispõe de um computador e cinco monitores e internet; mesmo que funcionado em uma sala improvisada tem auxiliado bastante no processo ensino aprendizagem e inclusão digital dos nossos educandos. Além disso, dispomos de um amplo acervo de livros paradidáticos, literatura infantil, projetor multimídia e outros recursos que dão suporte ao pedagógico da instituição. Ainda contamos com um aparelho de som, uma TV, dois bebedouros elétricos, uma impressora multimídia (doada pela comunidade) que auxilia demais nas atividades escolares e recentemente fomos contemplados com um notebook que embora insuficiente, tem ajudado muito nas tarefas burocráticas da escola, todos funcionando bem. Precisaríamos adquirir mais um notebook e mais computadores, bem como climatizar alguns espaços da escola.

2. Caracterização da Gestão Escolar
A gestão administrativa da escola está composta pelo gestor, suporte pedagógico e o Conselho da caixa escolar. A forma de escolha da gestão é por indicação. O corpo docente é formado de duas educadoras com formação em Pedagogia e ambas dispõem de 30h/aulas semanais no governo do estado. O quadro de funcionários se apresenta com a merendeira funcionária do governo do estado e um serviço de apoio vinculado ao convênio com a prefeitura municipal de Caicó, ambas com 40h semanais.
Fundamentada na LDB 9394/96, a escola tem como objetivo geral educar o ser humano em todos os seus aspectos, valorizando as experiências sociais, culturais e políticas, dentro dos princípios humanísticos da igualdade, da justiça e da fraternidade, o que inclui uma gestão democrática e participativa. O Conselho escolar tem contribuído muito para isso, ajudando a decidir questões sobre calendário letivo, recursos financeiros, questões administrativas e pedagógicas da escola. Ainda não ocorreu nenhum processo formativo para os conselheiros, devido o mesmo ter sido realmente consolidado em eleição apenas esse ano de 2015, por causa do pequeno número de alunos e outros fatores, mas pretende-se articular junto aos órgãos competentes para o ano subseqüente essa formação, pois acreditamos que esse é o caminho para garantir uma escola de qualidade com a participação de todos.
Um fato que acreditamos que dificulta um pouco os encontros diz respeito ao horário das reuniões que sempre acontecem no turno matutino, único expediente em que a escola funciona, conforme mostra o quadro abaixo:

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO
TURNO
MODALIDADE
TURMAS MULTISSERIADAS
QUANTIDADE
7:00 ÁS 11:30
MATUTINO
ENSINO FUNDAMENTAL I
1º, 2º E 3º ANO
4º E 5º ANO
1
1


Aliado a isso, vale salientar que apenas uma funcionária (a ASG) mora na comunidade; as demais moram na zona urbana de Caicó, distante aproximadamente 10 a 12 km da escola e ainda as professoras dispõe de outro vínculo no turno vespertino, fato este que torna praticamente inviável as reuniões em outro horário, já que à noite o deslocamento até a comunidade é perigoso.
Atualmente a Instituição mencionada recebe três recursos. São eles:
·         Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) – é um recurso destinado à aquisição de materiais de expediente, tais como: papelaria, materiais de limpeza e manutenção de equipamentos. A instituição recebe uma única parcela para a compra desses materiais não podendo utilizá-lo para outros fins.
·          Programa de Autogerenciamento da Unidade Escolar (PAGUE) - é um recurso estadual destinado à compra de material de consumo como: gás de cozinha, material de limpeza e pequenos reparos na estrutura da escola. São repassadas 04 parcelas para atender a esses fins.
·         Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) - destinado a compra da merenda para os alunos do ensino fundamental. São repassadas 10 parcelas, sendo que a de número 8 vem com um pequeno aumento em relação às demais.

Vale salientar, porém, que como os repasses desses recursos levam em consideração o número de alunos, a escola vem sofrendo com a diminuição desses valores, já que o número de alunos tem diminuído principalmente devido a saída das famílias em busca de melhores condições de vida. Outra dificuldade reside no fato de que cada recurso apresentado tem destino pré-determinado. Dessa forma, o gestor escolar fica impedido de utilizar esse dinheiro para qualquer outro fim que não seja o estabelecido pelos órgãos administrativos superiores, o que gera certas dificuldades em solucionar algumas dificuldades, como, por exemplo, quando a escola necessita de adquirir algum recurso de capital e o dinheiro que se tem em caixa é para despesa de custeio.
Este fato foi bem sentido pela Instituição em questão no ano passado, pois foi penalizada devido a antiga gestão reprogramar o dinheiro do PDDE. Além de não receber recurso, a escola teve que gastar com urgência o que tinha em caixa para não sofrer novas sanções e esse recurso era destinado a despesas de custeio e não de capital que era o que a escola mais necessitava como mostra o quadro a seguir.
QUADRO COMPARATIVO DOS RECURSOS

ANOS
RECURSOS\
2012

CUS.

CAP.
2013

CUS.

CAP.
2014
(REPROG.)

CUS.

CAP.
PDDE
981,90
687,33
294,57
2.700,00
2.160,00
540,00
6.109,65
4.800,00
-
PAGUE
1.225,32
1.225,32
-
1.012,01
1.012,01
-
932,00
932,00
-
PNAE
2.040,00
-
-
1.920,00
-
-
1.620,00
-
-

Em relação aos recursos gerados pela própria escola, há o dinheiro arrecadado com a venda de bilhetes do balaio (no mês de junho) usado para a festa do Dia das Crianças, bazar de roupas usadas  e rifas para arrecadar dinheiro para comprar algo que a escola necessita. Temos a Unidade Executora própria (Caixa Escolar), que é submetida à eleição para escolha de membros a cada dois anos. As reuniões ocorrem mensalmente ou extraordinariamente quando a situação exige. Os recursos financeiros recebidos são submetidos à análise e discussão sobre sua aplicação, com o objetivo de garantir a transparência que é requerida no gerenciamento de recursos públicos. A prestação de contas é rigorosamente em dia e apresentada em reuniões com a comunidade, além de ser exposta em um quadro de avisos da escola.
Quanto às parcerias com outras instituições, a escola vem recebendo o apoio de outros órgãos como SEAPAC, Posto de Saúde, a Associação da Comunidade e sempre que possível realizamos atividades em conjunto com a Escola da comunidade vizinha. Somos uma equipe aberta a outras parcerias, buscando sempre atender as necessidades dos alunos e da comunidade, cedendo espaço para realização de cursos e outras atividades que visam a melhoria da qualidade de vida dos mesmos. Devido estar situada em uma área rural, não somos contemplados com alguns programas do FNDE, pois o número de alunos não corresponde às exigências dos referidos programas.
A equipe pedagógica é formada pela coordenadora, cuja função é de acompanhar o planejamento das 2(duas) professoras da unidade escolar , o qual ocorre quinzenalmente, direcionar suas pesquisas como projetos e estudos, contribuir com sua formação continuada para que as docentes possam inovar suas atividades e tomar consciência de suas posturas enquanto profissionais.  Buscamos estar sempre acompanhando o desempenho e a frequência de nossos alunos, visando não apenas a permanência, mas principalmente o avanço e o desenvolvimento das potencialidades dos mesmos. Conhecemos a realidade da nossa clientela bem de perto, o que contribui para o desenvolvimento de um trabalho direcionado para superar as dificuldades surgidas.
A escola procura ainda estabelecer uma relação constante com as famílias dos alunos, mantendo-os bem informados geralmente em reuniões mensais no que se relaciona ao processo ensino-aprendizagem, apresentando os resultados da metodologia adotada e das avaliações desenvolvidas, com o objetivo de informar aos pais as dificuldades e os avanços de seus filhos; além disso, são desenvolvidas pela equipe gestora atividades de reforço individual e coletivo para alunos com dificuldade de aprendizagem.
O PPP da escola está passando por algumas alterações, com vistas a dar maior dinamicidade ao processo educativo. Sua construção, bem como reformulações tem sido objeto de análise por parte de todos os segmentos da comunidade escolar. A realização de ações e metas a curto, médio e longo prazo tem sido acompanhadas e avaliadas em conjunto através de conversas informais e dirigidas, aplicação de questionários, com toda a comunidade e/ou com a equipe escolar quando a situação exige. O acompanhamento e avaliação do Projeto se dão, portanto, através de reuniões mensais nas quais as discussões e reflexões coletivas possibilitam as análises, com base no processo de ação-reflexão-ação, considerando a missão, o objetivo e as necessidades constantes no mesmo.
A referida Instituição está embasada nas orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais que propõe para o ensino fundamental uma base nacional comum e uma parte diversificada que se constituem um bloco integrado estando organizado da seguinte forma: o currículo da base nacional comum do Ensino Fundamental deve abranger obrigatoriamente, conforme o artigo 26 da LDB  o estudo da Língua Portuguesa e da Matemática , o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil, bem como o ensino da Arte, a Educação Física e o Ensino Religioso.  Realizamos planejamentos bimestrais, além de encontros quinzenais em cumprimento das horas suplementares das professoras. 
Trabalhamos com a linha pedagógica sociointeracionista, visto que a escola se propõe a operacionalizar uma ação educativa que considera o aluno como sujeito do seu próprio desenvolvimento; reconhece a aprendizagem como potencializadora do desenvolvimento integral dos alunos; respeita e considera as experiências, interesses e características dos educandos; estimula a participação dos pais como principais e primeiros responsáveis pela educação dos filhos; reconhece a importância do trabalho integrado com a comunidade e busca com esta o estabelecimento de parcerias; desenvolve ações que visam o fortalecimento do senso crítico com vista a possibilitar a análise, o desvelamento e a intervenção crítica e transformadora da realidade social vigente. Nesse sentido, o PNAIC vem nos oportunizando uma base de conhecimento importantíssima para dar sustentabilidade ao processo ensino-aprendizagem nas séries iniciais do processo de alfabetização, visto que nos faltava um  aprofundamento teórico-metodológico que pudesse dar sustentação ao fazer pedagógico eficiente.
O processo de avaliação de nossa escola ocorre de forma contínua através de observações, anotações e registros escritos, apresentações, debates, além da provinha Brasil que é aplicada na turma de 2º ano. Os outros instrumentos de avaliação de desempenho, como IDEB, Prova Brasil não são aplicados, devido o número de alunos não corresponder ao determinado pelos mesmos. Os alunos são informados sobre o que  sendo avaliado e como se dará essa avaliação, garantido a democracia e a qualidade em detrimento da quantidade, visando a demonstração do pensamento crítico e construtivo do aluno.
A partir de momentos de reflexões, de dar um tempo na correria do cotidiano para observar os processos de gestão, visando garantir um processo democrático e a promoção de aprendizagem significativa e emancipadora e também da participação em cursos de formação junto com a equipe escolar, percebemos entre outros aspectos, a necessidade de rever nossas práticas sobre educação contextualizada, baseada numa outra concepção de ver, trabalhar e construir o semiárido, das pessoas que nele vivem e sua relação com a natureza.  Reconhecemos que precisamos planejar mais atividades pedagógicas extra sala de aula, visto que somos uma escola do campo e nesse sentido possuímos um rico espaço a ser explorado nas diferentes áreas do conhecimento.
Como a escola ainda não dispõe de Sala de Recursos Multifuncionais, caso apareça aluno que necessite desse tipo de atendimento, o mesmo será encaminhado para o órgão competente, mas já há vislumbres  da utilização de uma sala na escola reforma e posterior utilização para este fim. Até o ano de 2014, a Instituição contemplava um aluno com necessidades especiais, o qual estudou um bom tempo e nunca se teve problemas de preconceito ou outro tipo de agressão com o mesmo. Ainda assim, promovemos conversas, debates e outros meios quando identificamos qualquer tipo de violência ou preconceito dos alunos com quem quer que seja.
Embasando-se na lei n.º 10.639/2003 que determina a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares, percebemos a necessidade do aprofundamento nos assuntos referentes à cultura africana e afro-brasileira e o preconceito ainda existente quanto a elas. Estudar essas questões é primordial. Sabe-se que a cultura brasileira e, sobretudo, a nordestina apresenta características das três diferentes etnias que formaram o seu povo: índios, negros e europeus, motivo pelo qual tornou-se muito rica e diversificada.
Estudar as riquezas desse povo, suas raízes culturais, é portanto uma ótima oportunidade de perceber que os aspectos sociais da região trazem elementos próprios, como a linguagem, os símbolos que representam os fatos históricos ali acontecidos, além da arte, alimentação, etc., num trabalho interdisciplinar.
Levar a sugestão para a sala de aula é uma ótima forma de se perceber qual o centro de interesse dos alunos diante do tema, afinal, são eles os principais intérpretes do processo. Dessa forma, em um projeto semestral que ocorre desde 2013, trabalhamos algumas especificidades, como as brincadeiras populares do nordeste, culinária, artesanato, literatura, danças, lendas folclóricas e religião. Com esses estudos direcionados, os alunos têm contato com a realidade cultural da região, fazem contato direto com a produção, podendo inferir conceitos sobre determinada cultura, estrutura de trabalho, de moradia, de vida, refletindo sobre a dignidade desse trabalho pouco valorizado. A formação continuada dos educadores é acompanhada pela escola em momentos de estudos, em instituições como universidades e programas do governo federal, estadual, como: PROINFO, TV ESCOLA entre outros.
O transporte escolar é feito atualmente de forma regular e sem transtornos, já que em outros anos ocorria suspensão desse serviço por falta de pagamento. A merenda escolar é de boa qualidade, acompanhada por nutricionista. Os livros didáticos são contextualizados e em número suficiente para todos os alunos, além de terem a funcionalidade de serem consumíveis.
 Mesmo diante das dificuldades encontradas, as pessoas que visitam a nossa escola se surpreendem com a limpeza, a estrutura em relação as outras escolas do campo, aos materiais pedagógicos disponíveis. Ainda tem muito o que melhorar, é claro, mas temos conseguido com dedicação e empenho superar muitas barreiras e construir pontes para uma educação de qualidade.

3. Caracterização do público atendido
O público atendido pela Escola geralmente são crianças de 6 a 10 anos, oriundas da própria comunidade ou de sítios vizinhos, a maioria filhos de agricultores, muitos vem de famílias desestruturadas (pais separados, criados por avós). Aliado a esse fator, muitos responsáveis por essas crianças são analfabetos e não tem condições ou até pessoas na comunidade que possa dar aulas de reforço, ficando restrito à escola desempenhar essas ações.
Apesar disso, são crianças com um potencial de aprendizagem, a maioria com expectativas de superação das condições de vida que tem atualmente, a quais tem habilidades que muitas crianças da zona urbana nem sonham, como lidar com animais, conhecem a natureza, as plantas locais, os costumes e o modo de vida da comunidade e têm muito o que ensinarem e contribuírem para o conhecimento daquela realidade.



RFERÊNCIAS:
Projeto Político-Pedagógico: dimensões metodológicas.
Cartilha – Indicadores de Qualidade.
Instrumentos de pesquisa construídos pelos professores Maria Aldeiza da Silva e Wellington Vieira Mendes
                 
 O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA: DIMENSÕES CONCEITUAIS E METODOLÓGICAS
Autora: Maria das Graças Toscano Santos

ELABORAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DA ESCOLA

1-    Caracterização da Instituição Escolar
·         Aspectos Históricos
A Escola Estadual Teônia Amaral, foi criada com intuito de atender a demanda dos moradores da Cidada de Florânia, a mesma recebeu esse nome para homenagear a irmã do fundador da escola, Padre Sinval Laurentino de Medeiros.

·         Ambiente Físico Escolar
As salas de aula são suficientes para atender a demanda de alunos, são espaçosas e climatizadas, favorecendo o bem estar dos alunos e funcionários. Recentemente a escola foi reformada e conta com 01 direção, 01 Secretaria, 01 Sala de Professores, 12 salas de aula, sendo uma para atendimento do AEE. 01 quadra de esportes, 01 cozinha, 01 depósito de alimentos, 06 banheiros para alunos e professores, disponibilizando um banheiro com acessibilidade especial para deficientes, 01 depósito de Materiais, Sala de TV Escola, Sala de Leitura, 01 laboratório de informática, 01 laboratório de química e 01 salão para eventos.
Os espaços da escola já são adaptados para cadeirantes, com rampas de acesso. O acesso a quadra de esportes ainda é um problema em relação ao acesso, porém, está passando por um processo de reforma. Os materiais disponíveis atualmente na escola para atender os educandos em AEE são: jogos, bandinha e Tecnologia Assistiva (repassados pelo MEC/ FNDE);  uma cadeira de rodas.

2-     CARACTERIZAÇÃO DA GESTÃO DA ESCOLA
·         Organização e Gestão administrativa na perspectiva democrática
Os cargos de direção e vice-direção são escolhidos através de eleições diretas para um mandato de 02 (dois) anos, podendo ser reeleitos para mais um período. A escola dispõe de um Conselho Deliberativo e Fiscal, com funções de conselho de classe e escola. Os membros são escolhidos através de assembléia, para um mandato de 02 (dois) anos, sendo formado por 02 representantes dos seguintes setores: direção, docentes, profissionais não-docentes, pais de alunos, alunos e representantes da comunidade.
A escola funciona em três turnos, apenas com Ensino Médio. A equipe da escola, tanto do quadro doscente como do quadro administrativo atende a demanda da escola.
·         Organização e Gestão Financeira
A escola recebe recursos através do FNDE, de programas como PDDE, PAGUE, PENAI e PROEMI. A escola possui uma Unidade Executora para administrar os recursos financeiros através de um conselho deliberativo. Ele está organizado com um presidente, um Secretário e um conselho fiscal. Assim que entram os recursos o banco avisa ao presidente e ele junto com o Secretário do Conselho se dirige ao banco. Após saber o montante tem uma reunião com o conselho escolar e o deliberativo para saber como este recurso deve ser aplicado. Após a efetivação das compras todas as prestações de contas são expostas em mural e nas reuniões com a comunidade escolar.

·         Organização e Gestão do Trabalho Pedagógico

A existência de uma equipe de supervisão pedagógica se faz necessário para execução e orientação das diversas atividades pedagógicas realizadas na escola. Para cada turno temos um supervisor pedagógico. A escola possui um PPP atualizado e já corrigido, elaborado pelos membros escolares.
 O currículo é a proposta de ação educativa constituída pela seleção de conhecimentos construídos a partir das relações expressas nas práticas escolares. A composição curricular deve buscar a articulação entre os vários aspectos da vida cidadã (a saúde, a sexualidade, a vida familiar e social, o meio ambiente, o trabalho, a ciência e a tecnologia, a cultura, as linguagens) com as áreas de conhecimento (Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia, História, Língua Estrangeira, Educação Artística, Educação Física e Educação Religiosa).
A escola reconhece a importância que os projetos e atividades extracurriculares têm para a melhoria do processo ensino-aprendizagem. Os projetos são elaborados com a participação de todo corpo docente, mas também será considerado o trabalho individual de cada professor, contando com o apoio e auxílio da supervisão escolar.
A avaliação da aprendizagem escolar aplicada aos estudantes é sempre feita de forma contínua e com cuidado por se tratarem de uma verificação dos resultados de ações direcionadas ao cumprimento de objetivos previamente planejados. O alunos são informados sobre os princípios de avaliação que deverão estar presentes em todos os componentes curriculares e os resultados são informados através do sistema SIGEDUC.
A Sala de recursos multifuncionais encontra-se instalada na Sala de Vídeo (TV Escola), para utilização de ambas, é feito um programa semanal de utilização da sala. Os espaços escolares já são adaptados para cadeirantes, com rampas de acesso e, também, um sanitário masculino e outro feminino, quanto à quadra de esportes, encontra-se em reforma. A escola busca sempre a inclusão e a socialização, na busca pela aprendizagem dos alunos especiais.
Quanto à formação, capacitação e atualização dos professores, muitos profissionais têm a oportunidade de participar de cursos oferecidos pelo MEC/FNDE, como: Formação no Pacto Nacional, Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básico Integrado e Proinfo. Com relação a ações de apoio aos estudantes são ofertados pela Secretaria de Educação: merenda escolar, transporte escolar, livros didáticos.
Anualmente acontecem as olimpíadas de Português e Matemática, mais uma forma de testar os conhecimentos dos estudantes.

3-    CARACTERIZAÇÃO DO PUBLICO ATENDIDO
                         A escola atende 468 alunos da zona urbana e rural, sendo um público com uma faixa relativo às séries do 1º ao 3º ano, e EJA do ensino médio. A maioria dos estudantes são residentes da cidade de Florânia, porém alunos das zonas rurais do Jucuri e Cajueiro também são atendidos na escola.
São alunos com vontade de vencer, com um grande potencial de aprendizagem, a maioria com expectativas de superação das condições de vida que tem atualmente. Os costumes e o modo de vida tem diferença notável quando se trata dos que residem na cidade em relação aos da zona rural.


O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA: DIMENSÕES CONCEITUAIS E METODOLÓGICAS
Autoras: Francisca e Marecilda

1.      CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA

1.1  Aspectos Históricos Geograficos
A Escola Municipal Professora Maria de Lourdes Medeiros Cunha, foi criada com intuito de atender a demanda dos moradores do Bairro Baixa da Beleza, uma vez que não possuindo escola no bairro teriam que se  deslocar para as escolas do Centro da Cidade. A escola foi criada e Regulamentada pelo Ato de Criação: Lei Municipal nº 663 de 06 de Outubro de 1999, e reconhecida pelo Ato de Reconhecimento: Portaria nº 781/08 de 07/08/2008.
A referida escola, tem como objetivo resgatar a instituição escolar como espaço público, lugar de socialização de saberes sistematizados, apoiados na reflexão coletiva, no desenvolvimento efetivo da aprendizagem e no pleno exercício da cidadania. Foi construída a partir da iniciativa da prefeitura municipal juntamente com a Secretaria Municipal de Educação e está localizada na rua Professora Maria Pires de Azevedo, nº 325 – Bairro Comissão, Jardim do Seridó-RN.

1.2  Aspectos Economicos e Socioculturais
É um bairro de periferia, onde  a maioria das famílias são de baixa renda, com  nível de escolaridade baixa e seus pais nem sempre têm emprego fixo, exercendo com isso atividades diversas, como: agrícola, comercial, residencial/autônomos, entre outras que garantem sua subsistência.É bastante perceptível o estado de vulnerabilidade dos educandos, pois os mesmos convivem com uso do tráfico de drogas e a prostituição.
Desse modo a escola procura acolher o aluno da melhor forma possível, visando oferecer o que estas crianças não tem no lar, uma vez que a família é muito ausente no ambiente escolar.

1.3  Ambiente Físico Escolar
As salas de aula são suficientes para atender a demanda, inclusive a demanda integral, as salas são espaçosas e ventiladas, favorecendo a realização de atividades de ensino aprendizagem. No entanto a escola está precisando de uma reforma em sua estrutura física. A escola  conta com 01 direção, 01 Secretraria, 01 Sala de Professores, 09 salas de aula, 01 sala de Supervisão, 01 quadra de esporte, 01 cozinha, 01 deposito de alimentos, 06 banheiros para alunos, 02 banheiros para funcionários, Deposito de Materiais, Sala de TV Escola, Sala de Leitura, Sala de Brinquedoteca, Sala de Artes.
A Sala de recursos multifuncionais encontra-se instalada na Sala de Vídeo (TV Escola). O motivo para instalação conjunta se deve ao fato de que muitos docentes preferem utilizar o Laboratório de Informática, com isso, a utilização da Sala de TV Escola ficou bastante reduzida, possibilitando que a Sala de Recursos Multifuncionais funcione no mesmo espaço sem causar prejuízos educacionais a demanda educacional de docentes e educandos, levando-se em consideração, também, que é feito um cronograma semanal de utilização da sala.
Os espaços escolares já são adaptados para cadeirantes, com rampas de acesso e, também, um sanitário masculino e outro feminino. O acesso a quadra de esporte é precário para todos, já que não há calçamento e o terreno é bastante desnivelado.Os materiais disponíveis atualmente na escola para atender os educandos em AEE são: jogos, bandinha e Tecnologia Assistiva (repassados pelo MEC/ FNDE);  uma cadeira de rodas.
Ao longo desses 15 anos de criação a escola vem a cada ano ampliando seus recursos materiais para melhor desenvolver o trabalho pedagógico, para isso conta com os programas do PDDE, e o apoio do FNDE através do PAR, que no ano de 2013 investiu em mobiliário e equipamentos, como carteiras, ventiladores, ar condicionado, computadores, retroprojetores. Enfim, sempre existe um cuidado da escola em fazer a manutenção dos equipamentos de cozinha e ventilação no inicio do ano letivo.

2. CARACTERIZAÇÃO DA GESTÃO DA ESCOLA

2.1 Organização e Gestão administrativa na perspectiva democrática
Os cargos de direção e vice-direção são escolhidos através de eleições diretas para um mandato de 02 (dois) anos, podendo ser reeleitos para mais um período, de acordo com a lei Municipal n° 877 de 1º de junho de 2011.
A escola dispõe de um Conselho Deliberativo e Fiscal, com funções de conselho de classe e escola, imprescindível na execução da gestão democrática e na autonomia de administração da escola. Os membros são escolhidos através de assembleia, para um mandato de 02 (dois) anos, sendo formado por 02 representantes dos seguintes setores: direção, docentes, profissionais não-docentes, pais de alunos, alunos e representantes da comunidade.
O calendárioé elaborado de forma participativa de acordo com a realidade local.A escola funciona em três turnos, atendendo também a escola de tempo integral.  A escola oferta o Ensino Fundamental em nove anos, nos turnos matutino e vespertino e o Ensino de Educação de Jovens e Adultos, nas modalidades multisseriada e 5º e 6º período. Segue a abaixo um quadro com as turmas atendidas na escola:
Composição das turmas
Ano Escolar/ Turma
Número de alunos
Turno
1º ano
16
Integral
2º ano
21
Integral
3º ano
28
Integral
4º ano
27
Matutino
5º ano
27
Matutino
6º ano “A”
30
Matutino
7º ano “A”
12
Matutino
5º Período
29
Vespertino
6º Periodo
16
Vespertino
8º ano
23
Vespertino
9º ano
17
Vespertino
EJA (Multisseriado)
14
Noturno
AEE – turma 1
02
Matutino
AEE – turma 2
02
Vespertino

Segue abaixo o quadro de professores
Corpo docente e respectiva formação:
Nº de docentes
Formação inicial
C. H
Vínculo empregatício
03
Letras
30
Municipal
01
Matemática
30
Municipal
02
História
30
Municipal
02
Geografia
30
Municipal
06
Pedagogia
30
Municipal
01
Educação Física
30
Municipal
            Total de docentes: 15 professores

Funcionários administrativo e de apoio:
Quantidade
Formação
C. H
Vínculo empregatício
Função
02
Ensino Superior
30
Municipal
Supervisão
01
Ensino Superior
30
Municipal
Educacional
06
Ensino Médio
40
Municipal
ASG
01
Ensino Superior
40
Municipal
ASG
01
Ensino Médio
40
Municipal
Porteira
01
Ensino Superior
40
Municipal
Porteira
01
Ensino Médio
40
Municipal
Secretária
02
Ensino Superior
40
Municipal
Digitador
            Total de profissionais não-docentes: 15 profissionais

A equipe da escola, tanto do quadro doscente como do quadro administrativo atende a demanda da escola. Faltando apenas um supervisor para atender a escola de tempo integral.

2.2 Organização e Gestão Financeira
A escola recebe recursos diretamente do FNDE, através de programas como Alimentação Escolar, PDDE, Mais Educação, Escola Acessivel, Atleta na escola, PAR, Escola Sustentavel ( ainda não foi liberado), e recursos adquiridos com a Carrocinha e festejos escolares.
A escola possui uma Unidade Executora para administrar os recursos financeiros através de um conselho deliberativo. Ele está organizado com um presidente, um Secretário e um conselho fiscal. Assim que entra os recursos o banco avisa ao presidente e ele junto com o Secretário do Conselho se dirige ao banco. Após saber o montante tem uma reunião com o conselho escola e o deliberativo para saber como este recurso deve ser gasto. Após a efetivação das compras todas as prestações de contas são expostas em mural e nas reuniões com a comunidade escolar, além de ser encaminhada para secretaria municipal e para o FNDE.

2.3 Organização e Gestão de Trabalho
A existência de uma equipe de supervisão pedagógica se faz necessário para execução e orientação das diversas atividades pedagógicas realizadas na escola. Para cada turno temos uma supervisão pedagógica, assim como, também, existe a profª comunitária que auxilia e coordena as atividades do Programa Mais Educação.
A escola possui um PPP elaborado em 2014, que precisa ser reelaborado. Sua construção e elaboração foi coletiva, mas não existe muita mobilização entre suas metas e as atividades da escola.
 O currículo é a proposta de ação educativa constituída pela seleção de conhecimentos construídos a partir das relações expressas nas práticas escolares que se desdobram em torno de conhecimentos relevantes e pertinentes, permeadas pelo conjunto das  relações sociais, articulando vivência e saberes dos estudantes, de forma que contribua com o desenvolvimento de suas identidades e condições cognitivas e sócioafetivas, para tanto,as estruturas curriculares do Ensino Fundamental e do Ensino Médio têm uma Base Nacional Comum e uma Parte Diversificada que se constituem um bloco integrado e está organizada em áreas de conhecimento, a saber:
·      Linguagens;
·      Matemática;
·      Ciências da Natureza;
·      Ciências Humanase no Ensino Fundamental é acrescido o Ensino Religioso como área de conhecimento.

Ter claro que a legislação nacional determina componentes curriculares obrigatórios organizados nas áreas de conhecimento para compor o currículo.
Contemplar os temas sociais conforme estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
 Abordar os conteúdos de cada componente curricular nas dimensões interdisciplinares.Assumir a leitura e a escrita como responsabilidade de todas as áreas.Definir regras e normas para estágio supervisionado em consonância com a legislação vigente.
A escola reconhece a importância que os projetos e atividades extracurriculares têm para a melhoria do processo ensino-aprendizagem no que diz respeito a trabalhar de forma interdisciplinar, dinâmica, planejada e organizada, sabe do valor dessas iniciativas no âmbito socioeducativo como respaldo para ações que buscam o estimulo pela leitura, a desenvolvimento de habilidades de escrita, a socialização, interação de grupo, elevação da autoestima,  reflexão sobre temas contemporâneos, redução de queixas da ordem de vulnerabilidade social e execução de atividades a médio e longo prazo que exigem planejamento, desenvolvimento e avaliação. Tem como prioridades os seguintes temas: valores, família, cidadania, meio ambiente, saúde, educação e cultura.
Os projetos são elaborados com a participação de todo corpo escolar, mas também será considerado o trabalho individual de cada professor, contando com o apoio e auxílio da supervisão escolar.

2.4 Organização e Gestão de Trabalho

A avaliação da aprendizagem escolar aplicada aos estudantes, está de acordo conforme a Portaria nº 1033/08-SEEC/GS. Sempre tendo o cuidado de verificar se o processo de avaliação é coerente com a aprendizagem proposta pela escola, de que modo este processo contribui para a prática didático-pedagógica, se são levadas em consideração as especificidades dos estudantes e como a escola propicia a participação da família neste processo. O alunos são informados sobre os princípios de avaliação que deverão estar presentes em todos os componentes curriculares, dando ênfase a um processo de feedback contínuo e definir indicadores que permitam o andamento do trabalho pedagógico.
A Sala de recursos multifuncionais encontra-se instalada na Sala de Vídeo (TV Escola). O motivo para instalação conjunta se deve ao fato de que muitos docentes preferem utilizar o Laboratório de Informática, com isso, a utilização da Sala de TV Escola ficou bastante reduzida, possibilitando que a Sala de Recursos Multifuncionais funcione no mesmo espaço sem causar prejuízos educacionais a demanda educacional de docentes e educandos, levando-se em consideração, também, que é feito um cronograma semanal de utilização da sala.
Os espaços escolares já são adaptados para cadeirantes, com rampas de acesso e, também, um sanitário masculino e outro feminino, mas ainda falta o acesso a quadra de esporte. A escola trabalha na busca de um apolítica inclusiva onde existe o trabalho de socialização e desenvolvimento das habilidades e aprendizagem de todos os alunos inclusive daqueles que têm déficit de aprendizagem e que não são tidos como especiais.   

2.5 Organização e gestão do trabalho Pedagógico
Considerando o que preceitua a Resolução nº 02/2008-CEE/RN, o Processo de Avaliação Institucional no nível interno será executado pela própria escola com a participação dos diferentes segmentos que integram a comunidade escolar sobre a qual deve incidir sobre indicadores que refletem na educação e que estejam inseridos nas dimensões:

·         Ambiente Físico Escolar;
·         A Organização e Gestão Administrativa;
·         Organização e Gestão Democrática;
·         Organização e Gestão Pedagógica;
·         Avaliação do Processo Ensino-Aprendizagem.

Os níveis de aprendizado como notas dos alunos, Prova Brasil, Ideb dentre outros são analisados minuciosamente pela equipe gestora, logo em seguida é realizada uma reunião com os professores para acertar os pontos fortes e fracos, tudo isso para fortalecer o ensino aprendizagem.
Quando nos referimos a formação continuada, devemos enfatizar os seguintes aspectos profissionais: a formação, a profissão, a avaliação e as competências que cabem ao profissional. O educador deve está sempre em busca de uma formação contínua, bem como a evolução de suas competências, ampliando o seu campo de trabalho e conhecimento. Os educadores têm a oportunidade de participar em diferentes cursos de áreas de diversas. Alguns cursos e minicursos são oferecidos pela Secretaria de Educação ou outras instituições educacionais, visando o aprimoramento das especificidades de cada profissional. Além disso, muitos profissionais têm a oportunidade de participar de cursos oferecidos pelo MEC/FNDE, tais como:Formação no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa,Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica – Parfor,Proinfo Integrado, e-Proinfo.
Com relação a ações de apoio aos estudantes são ofertados pela Secretaria Municipal de Educação, como fardamento, merenda escolar, kit escolar, transporte escolar, livros didáticos. Dentre outras atividades extra turno vinvulados ao mais educação, e o amigo da escola, que são alunos universitários que se dipoe para dar aulas de reforço na escola.

3 CARACTERIZAÇÃO DO PUBLICO ATENDIDO
A escola atende 238 alunosda zona urbana e rural, sendo um público com uma faixa etária bem diversificado. No turno matutino recebe 124 alunos distribuídos do 1º ao 7º ano. Esse alunos são originários do bairro e áreas adjacentes. São filhos de famílias vulneráveis aos problemas de ordem social do bairro ( subemprego, criminalidade, drogas, prostituição infanto-juvenil, abandono  e descaso familiar). O interesse desse público pela escola é encontra um refúgio, um apoio, para que saia dessa vida.
No turno Vespertino recebe 78 alunos distribuídos do 6º ao 9º ano. Esse alunos são originários do bairro e da Zona Rural do município.Esse público já é mais diversificado mais ainda encontramos jovens voltados para vulnerabilidade. O interesse de alguns é perceber a escola como um lugar que oferece conhecimento e  forma cidadãos de bem, entretanto outros só vem a escola como uma obrigação.
No turno noturno atende 20 alunos, sendo estes adultos e idosos todos da zona urbana , que não tiveram como terminar os estudos enquanto jovens e pretendem terminar seus estudos.

REFERENCIAS

CUNHA, EMPMLM. Projeto Político Pedagógico. 2014.
SILVA, C.S. Projeto de Gestão 2016/2017. 2015.
Indicadores da qualidade na educação - edição revista / Ação Educativa,Unicef, PNUD, Inep-MEC (coordenadores). – São Paulo:Ação Educativa, 2005.