Autores: Maísa Maria dos Santos Guilherme, Mario Fernandes e Rejane Maria de Azevedo
Atuação dos colegiados escolares e, formação e
condições de trabalho dos professores na instituição de ensino a partir do
diagnóstico da escola.
No
que tange os colegiados, a escola possui uma experiência muito boa. Atuam hoje
no interior da escola o Caixa Escolar e O Conselho Escolar. O Conselho Escolar
possui uma dinâmica de funcionamento própria e independe dos gestores da escola
para funcionar. As reuniões ordinárias acontecem a toda primeira semana de cada
mês, agendamento fito logo no início do ano letivo.
A
participação do Conselho escolar pode ser registrada na resolução de quase
todos os problemas da escola, problemas de disciplina, administrativos,
pedagógicos, financeiros e também de aprendizagens. O conselho possui um
projeto de formação sistematizado, porem sem funcionalidade hoje. Este projeto
deverá ser reformulado e transformado em um plano de formação contínua visto
que a rotatividade de membros nos colegiados dada a curta durabilidade dos
mandatos deixa patente a existência de um colegiado sempre carente de formação
específica.
Apesar
desta realidade, o conselho conta com membros que já tiveram formação de
conselheiros por via do Portal do MEC. Outros, já participaram de oficinas na
própria escola sobre as funções do conselho, desafios e formas de superação. Há
uma dinâmica de funcionalidade no cotidiano da escola que reflete o espírito de
integração existente entre a gestão e o Conselho.
A
participação do Caixa Escolar é mais restrita ao financeiro, no entanto é
sentido pela gestão que esse colegiado poderia fazer mais. O colegiado precisa
apresentar maior dinamicidade no contexto escolar uma vez que sua presença esta
mais concentrada em análises de planos de aplicação e prestações de contas.
Neste colegiado os membros não tem se envolvido muito em processos formativos.
A
escola não possui Grêmio Estudantil, no entanto, a luta pela organização dos
estudantes no interior da escola se arrasta desde 2010 e seu fracasso sinaliza
que faltou um apoio mais consistente e, que talvez por isso os alunos não
tenham conseguido dar continuidade aos trabalhos que foram por diversas vezes
programado. É sabido que a lei nº 7.398, que dispõe sobre a organização de entidades representativas dos
estudantes de 1º e 2º graus foi criada em 04 de novembro de 1985. Pelo Art.
1º - Aos estudantes dos estabelecimentos de ensino de 1º e 2º graus fica
assegurada a organização de Estudantes como entidades autônomas representativas
dos interesses dos estudantes secundaristas
com finalidades educacionais, culturais, cívicas esportivas e sociais.
A lei ao delegar aos estudantes secundaristas o poder de
direcionar os movimentos estudantis na escola dificultou, em virtude de uma
diretoria muito especializada, um complexo processo de eleição a organização
dos mesmos nas escolas onde só funcionava o Ensino Fundamental.
As frustradas experiências
acumuladas pela escola para construir com os alunos um canal de participação
próprio dos discentes levou o gestor a se aliar aos alunos para estruturar o
colegiado estudantil. A princípio, o entendimento construído através do estudo
da lei e de consultas a órgãos do Estado, de que os alunos só poderiam se
organizar através de Grêmios estudantis, provocou certo desânimo, no entanto, a
decisão já estava amadurecida e a ideia era ir em frente.
A luta dos alunos e do gestor se viu revigorada
pela iniciativa da Secretaria de Educação do Estado em reformular a Lei Complementar
290/2015, a lei que instituiu a gestão democrática na Rede Estadual de Ensino. A
reformulação da lei segue um caminho compatível com a gestão democrática. Por
meio de fóruns regionais nas Diretorias Regionais de Educação e um fórum na
escola de Governo, na capital do estado, ocorrido em 18 de novembro de 2015.
No fórum regional o diretor e um aluno da escola
apresentaram à proposta original, que trazia o grêmio como colegiado dos
estudantes, a possibilidade de acrescentar os termos “ou outras formas de
organização”, tendo em vista que o Plano Estadual de Educação na Meta 19 que
trata da gestão democrática da educação trazia no item 11 essa possibilidade. A
ideia foi aprovada por unanimidade na regional.
No fórum geral, no entanto, a proposta da escola se
viu envolvida por manobras articulados pela APES (Associação Potiguar dos
Estudantes Secundaristas). A APES defendeu a premissa de que os estudantes no
RN tinham que estar organizados em grêmios e esses grêmios articulados com a
APES uma vez que ela era a associação representativa de todos os estudantes no
Estado do RN. A ideia monopolista da APES entrou em choque com outras
instituições secundaristas presentes, e trouxe a diretores, coordenadores
pedagógicos, alunos e professores presentes a possibilidade de se fazer
movimento estudantil na escola a partir de nova nomenclaturas, dai a proposta
defendida pela escola Estadual Antonio de Azevedo ter sido aprovada
independente dos protestos da APES.
Mesmo sem a nova lei ter sido encaminhada a
Assembleia Legislativa, na escola já se deu inicio as preliminares para
organizar os estudantes em seu próprio colegiado. Os representantes de turmas
foram definidos. Foi desenvolvida uma oficina com os representantes de turmas
sobre a importância da luta estudantil e da participação destes como agentes de
mudanças. Foi formada entre eles uma comissão de sete membros para rever as
normas regimentais existentes e a formulação do estatuto a formalização do
conselho no contexto da escola. O estatuto foi elaborado e submetido a uma
Assembleia Geral onde foi aprovado, inclusive com denominação própria. A
diretoria foi escolhida e empossada estando apta a iniciar a elaboração de seu
plano de trabalho para 2016 e 2107.
No tocante a participação dos pais, esta tem sido
provocada através de reuniões, palestras e confraternizações promovidas por
ocasião dos dia dos pais e do dia das mães. No que tange as reuniões e ações
desenvolvidas pela escola, há sempre uma desculpa a não participação. O índice
de colaboratividade é muito baixo algo em torno de 20% se o objetivo é doar
alguma coisa a escola, mesmo que seja um trabalho. Para garantir a presença da
maioria nas reuniões, promovemos a entrega de boletim bimestralmente por turma,
devendo os pais comparecer para assinar o boletim dos mesmos, ainda assim ficam
alguns boletins sem assinatura e no decorrer da semana os alunos insistindo
para levar para casa para os pais assinarem.
A escola não possui Conselho de Classe, mas, a
depender da nova formatação que vem trazendo a Lei da Gestão Democrática das
escola do Estado do RN, deverá cria-los e implanta-los.
De modo geral, são os alunos os que mais se dispõem
a atuar de forma espontânea na escola e, mesmo assim sob um olhar de crítica de
alguns professores que acham que lugar de aluno não é em sala de supervisor nem
tão pouco de diretor mexendo em computadores, armários ou dando pitaco “no que
não é de sua conta”, a menos é claro, que ele professor queira se ver livre
desse aluno. Nesse caso ele pode estar em qualquer canto menos na sua sala de
aula. É marcante a participação dos alunos em peças teatrais, organização de
gincanas e festas temáticas, ajudando a professores de turmas iniciais com seus
alunos e, a direção em reuniões e eventos.
Os pais como já se deixou evidente é preciso
estratégias para provocar a participação deles em alguma coisa e estas
raramente surtem os efeitos esperados, más tem sempre os que se disponibilizam
e a participação nos conselhos é um exemplo.
Quanto aos professores, apesar dos dissabores que
enfrentam findam sendo o apoio constante. É certo que alguns são omissos por
natureza, mas a maioria veste a camisa da escola. Participam dos eventos,
chegando inclusive a promovê-los. Não é sem queixas é certo, mas quando é
necessário trabalham fora de horário se for preciso, sobretudo em atividade de
formação, planejamento, avaliação e promoção de eventos pela escola.
A necessidade de estar em permanente processo
de formação na Escola Estadual Antonio de Azevedo ficou patente em 2011 por
ocasião da implantação do Projeto UCA – Um Computador por Aluno. Ao se deparar
com uma metodologia de trabalho totalmente diferente do que vínha fazendo até
aquele momento, priorizando o uso das novas tecnologias a favor da educação,
ficou evidente que a maioria dos professores não estavam habilitados para
ingressar nesse universo. Na época, foram feitas várias reuniões, direção,
apoio pedagógico, equipe do PROINFO/SEEC e professores da UFRN, para planejar o
processo de formação dos profissionais da escola.
No decorrer do processo, surpreendeu o fato
dos profissionais não terem oferecido resistência à adoção de uma nova
metodologia de trabalho e o envolvimento deles para mergulharem no
desconhecido, para dominar as novas ferramentas que assumiria um papel
significativo entre eles, o aluno e o processo de construção do conhecimento.
Ante a receptividade do professor a novos
conhecimentos percebeu-se, a importância de promover a formação continuada
destes, a partir dos dilemas que fossem surgindo no cotidiano escolar. É
verdade que as ações trabalhadas até 2014 foram pactuadas no projeto político
pedagógico da escola, a partir de um fórum promovido em 2013, dentro de meta
melhoria da aprendizagem, onde foram apontadas várias ações, sobretudo, ações
relacionadas à qualificação dos docentes em novas metodologias de trabalho. O
PPP que está sendo reformulado abordará diretamente a formação continuada em serviço,
já que esta foi uma proposta da nova gestão eleita para o biênio 2015-2016 em
seu plano de gestão.
A escola mantém um trabalho de formação em
serviço bastante consistente, pois os estudos são promovidos a partir das
provocações que o fazer diário na escola produz. Isso tem permitido a equipe
entrar em questões muito peculiares que ainda não estão sendo encaradas pela
maioria das escolas, a exemplo da indisciplina do aluno e dos limites que o
professor apresenta para lidar com a complexidade que essa problemática traz ao
cotidiano da escola hoje, ante as inúmeras recomendações e direitos assegurados
por leis.
A partir da perspectiva adotada a
desobediência do aluno e a indisciplina passam a ser encaradas de várias
perspectivas. Por esse prisma elas tanto podem ser um sinalizador da
resistência do aluno à cultura padrão, a falta de limites na formação destes ou
um sintoma do estágio do adolescer.
Ao professor são oportunizadas situações de
interação com a problemática. Esse processo se dá através do desenvolvimento de
oficinas preparadas pela equipe de apoio pedagógico, por meio das quais o
professor é instigado a perceber o novo cenário que se vive hoje, o poder de
resistência da cultura popular à cultura padrão e a necessidade de perceber e
lidar com as novas situações que emergem das novas configurações do viver numa
sociedade mundialmente conectada e culturalmente em ebulição, o que vai exigir
do professor em seu fazer professoral uma atitude de ponderação e flexibilidade
como defende Perrenoud (2011).
São desenvolvidas no decorrer do ano letivo várias
oficinas para trabalhar os problemas que vão surgindo, sobretudo nos
relacionamentos interpessoais intra e extraescolar. Sempre que é diagnosticado
um conflito que está sendo gerado na escola, conflitos que podem afetar de
forma negativa alunos, professores, pais, supervisores, pessoal de apoio ou
mesmo a gestão, a equipe pedagógica prepara uma oficina para explorar a
questão. As oficinas são preparadas para serem desenvolvidas num período de
quatro a oito horas. No decorrer das oficinas há espaço para a projeção e
reflexão de filmes e vídeos, leituras de textos, produção e exposição de
trabalhos e debates, além de outros recursos didáticos jugados necessários.
No tocante as condições de trabalho a escola dispõe
de um acevo significativo de materiais didáticos e pedagógicos além de contar
com dois Datas show, equipamento que substitui de forma muito mais eficiente
grande quantidade dos equipamentos e recursos gráficos existentes na escola.
Possui uma sala de vídeo dotada de TV LSD preparada para inúmeras explorações
por parte do professor, inclusive com treinamento realizado em serviço para
operar esses equipamentos. Possui microssistes e notebooks para explorar
músicas, historias contos e outros gêneros em sala de aula.
Além dos recursos acima os alunos dispõem de um
laptop, equipamento que faz parte do Programa UCA (Um Computador por Aluno) do
governo Federal e que dota alunos e professores de um instrumento de pesquisas
na internet, fotografias e filmagens e de digitação e produção de
conhecimentos.
Os quadros da escola são todos em formica branca o
que facilita as projeções de audiovisuais em sala de aula e também os escritos
do professor na losa. Os planejamentos ocorrem semanalmente com o auxílio da
supervisão. Há ainda planejamentos bimestrais e anuais e. uma avaliação menção
onde os professores apresentam assuas dificuldades para serem trabalhadas.
Essas dificuldades podem ser de qualquer natureza: de conteúdos, estratégias ou
mesmo de uso de recursos tecnológicos.
Bibliografia
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. Plano estadual de educação (2015-2024).
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. Lei
290,
de 16 de fevereiro de 2005, que dispõe sobre a
democratização da gestão escolar no âmbitoda Rede Pública Estadual de Ensino do
Rio Grande do Norte.
PERRENOUD,
Philippe. Ensinar: agir na urgência,
decidir na incerteza. Trad. Cláudia Schilling. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.
REPÚBLICA
FEDERATIVA DO BRASIL. Lei 7.398 de 04 de
novembro de 1985 que dispõe sobre a organização de entidades
representativas dos estudantes de 1º e 2º Graus.
Autora: Maria José de Faria Oliveira
A
construção do Projeto Político Pedagógico de uma instituição escolar requer uma
análise criteriosa e precisa por parte da equipe escolar no intuito de
diagnosticar os problemas e definir melhor as metas, ações e estratégias que
serão implementadas para resolve-los. Nesse processo é preciso que a escola
dispunha de material de apoio eficazes que fundamente nas decisões tomadas
coletivamente. Para tanto, o referencial disponibilizado torna-se de grande
valia, uma vez que explicita toda a dinâmica que envolve a construção do PPP.
A redação do material
é bem completa tendo em vista que permite uma melhor sistematização de todo o
processo de construção do projeto. No instrumento de pesquisa que trata da
caracterização da instituição onde o diagnostico torna-se algo importante pois será
preciso observar todas as dimensões. O documento está bem simplificado e
possibilita uma melhor classificação do diagnostico, função e implicações da
escola. Os instrumentos de pesquisa apresentados simplificam esse processo pois
dividem-se em três elementos base como dimensões, eixo de análise e questões
orientadoras assim facilitando o mapeamento das diversas situações cotidianas
que acontecem no chão da escola. Podemos perceber quão é essencial para
subsidiar o processo de elaboração do PPP, pois engloba todos os elementos que
envolve a construção do mesmo. Assim, Considerando as metas e ações definidas
no nosso projeto, amaciamos para o futuro uma escola de qualidade, que atenda o
delineamento de alternativas que viabilizem uma articulação entre ciência e cotidiano,
numa perspectiva global do conhecimento. A concepção de que o conhecimento se
dá em área isolada não condiz com a realidade atual do ensino, contudo optamos
por desenvolver metodologia de trabalhos com projetos interdisciplinares de
acordo com a realidade dos alunos de forma que atendam aos anseios da
comunidade escolar.
Diante do exposto, as propostas
metas e ações foram apresentadas e discutidas com todos os funcionários da escola , comunidade escolar, para que
houvesse o comprometimento de todos, tendo em vista, mais alcançar os
resultados, sabemos que os desafios são muitos, mais temos a convicta certeza
de que a “”Escola Estadual Professora Rosa de Lima Bezerra””, promoverá a
qualidade do processo ensino-aprendizagem, a execução de planos e programas que favoreçam melhorias
para a estrutura física da escola, bem como aumento do número de alunos em
todas as séries nas turmas oferecidas pela escola.
A Escola Estadual Professora Rosa de
Lima Bezerra, vem através de seu Projeto Político Pedagógico (PPP), formar um
compromisso com a educação dos alunos de forma a garantir um trabalho por
excelência. Tendo em vista melhores resultados no processo de ensino aprendizagem, através de ações
concretas, que busque o compromisso de todos com o ensino aprendizagem dos alunos.
Nesse sentido, o referido projeto, tem função democrática e comprometedora com
mudanças significativas frente as demandas atuais. A Escola Estadual Professora
Rosa de Lima Bezerra, situada a Rua Jose Adelino de Medeiros S/N, Bairro Paulo
VI, CNPJ 01.616.847/0001-68 conta em seu apoio financeiro com verbas do MEC
caracterizado como PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola),PNAE (Programa
Nacional de Alimentação Escolar)
Um quadro de pessoal de 01 Diretora 01
Coordenadora Pedagógica, 01 Coordenação Financeira, 02 Vigias, 01 Merendeira,
02 Auxiliar de Sala de leitura, 01 Servente, 01 Auxiliar de Secretaria, 01
Digitador, 01 Profissional de Sala de Recursos e 03 Professores.
Em sua estrutura Física a escola
conta com 04 salas de aula, 01 cozinha com despensa, 01 secretaria acoplada,
uma pequena sala de leitura e 01 pequeno pátio.
Quanto ao equipamento que a escola
dispõe inclui-se 05 computadores: 02 para secretaria e 03 para atender os
alunos com Necessidades Educativas Especiais, 03 nootbooks, 01 aparelho de som,
01 data show.
Em relação ao número
de matrículas para o ano de 2015 tivemos como matrícula inicial de 62 alunos .
Quanto a nossa escola contamos com
uma clientela de baixa renda, onde a maioria dos pais dos alunos tem pouca
instrução escolar, e pouco acompanha seus filhos na escola. No entanto a
credita na escola como necessária e importante na vida dos alunos.
Em relação a taxa de aprovação,
reprovação e evasão nas séries iniciais temos uma aprovação
considerável amparado pela
Lei nº 11.274. (Ensino
Fundamental de nove anos), nas séries finais do Ensino Fundamental, 4º e 5º
anos, no 4º ano tivemos um alto índice de reprovação de que ultrapassou 50 %.
Já no 5º ano a situação de aprovação é bem melhor, chegando a mais de 60 %. No
tocando ao abandono escolar, temos uma quantidade pouco considerável de apenas
1 % e transferidos 20 %.
A escola portanto, tem uma responsabilidade muito
grande na tarefa de educar, pois requer do educador , romper com certas linhas
de pensamentos cultivados por várias gerações e procurara manter-se atualizada
sobre as novas metodologias de ensino e busca desenvolver práticas eficientes,
proporcionando aos alunos o acesso aos conhecimentos socialmente construídos e
necessários ao exercício da cidadania.
Referencias.
BRASIL.-Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96), 1996 .BRASILIA,
DF: MEC: UNESCO. Educação:
um tesouro a descobrir. 6ª Ed. São Paulo: Cortez, 2001.
CANDA V, V. M. A didática
em questão. 18 ed. Petrópolis: Vozes, 2000.
_________. Um método para
o ensino fundamental: O projeto. Petrópolis: Vozes, 2001.
LUCKESI, C. C. Filosofia
da educação. São Paulo: Cortez 1994.
MORIN, E. Os sete saberes
necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2000.
PERRENOUD, P. Dez novas
competências para ensinar. Porto Alegre: Artes médicas, 2001.
VEIGA, I. P. A. (org). Projeto
político-pedagógico da escola: uma construção. Campinas: Papirus, 1995
O PROJETO
POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA: DIMENSÕES CONCEITUAIS E METODOLÓGICAS
Autora: Luana
Kleine Araújo de Medeiros
ELABORAÇÃO
DO DIAGNÓSTICO DA ESCOLA
·
Caracterização da Instituição Escolar
A Escola Isolada José
Teixeira de Carvalho está localizada na zona rural, do município de Caicó, RN,
Perímetro lrrigado Sabugi – Vila II, mantida pelo governo do Estado, Secretaria
de Educação e Cultura do RN, compreende a ,Modalidade Ensino Regular, Etapa
Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) – multisseriado com Código do Senso
Escolar/INEP: 24031780. Tal instituição não dispõe ainda de Regimento Interno
nem do Ato de criação, mas estão sendo tomadas as providências cabíveis para
sancionar estes problemas.
A mesma recebeu esse nome em
homenagem ao senhor José Teixeira de Carvalho, que nasceu
no dia 27 de setembro de 1854 no Sítio Sabugi, onde viveu toda a sua vida, o
qual participou da vida pública como chefe político do partido republicano,
tendo sido um homem bastante prestativo, dando assistência a toda comunidade.
A comunidade local é composta por
02(duas) vilas (Vila I e Vila II) onde residem, trabalham e estudam famílias de
colonos que tem cada uma um pequeno lote de terra para cultivar e tirar o seu
sustento. Porém, as secas que vem ao longo dos anos assolando esta região, a
falta de acompanhamento e de assistência a que foi relegada toda esta
comunidade, contribuíram, de forma decisiva, para compor o quadro de problemas
que configuram seu cotidiano. Por não ter mais como tirar o seu
sustento da terra, muitos chefes de famílias, esposas e filhos viajam
diariamente para a sede do município e cidades circunvizinhas, para sítios
vizinhos em busca de trabalho, com vistas à sobrevivência, o que causa a
diminuição de alunos ou a constante ida e vinda destes; no entanto, poucos
conseguem trabalho fixo e com carteira assinada; outros conseguem apenas
realizar pequenos trabalhos em casa de famílias, lojas e trabalhos temporários.
Além disso, algumas famílias têm um aposentado que sustenta a casa com o seu
benefício.
Esses problemas vêm preocupando a todos os que formam o conjunto dos educadores
da escola supracitada (e famílias envolvidas) e têm provocado reflexões e
avaliações em busca de alternativas de enfrentamento para superação destes.
Com
este olhar e de forma participativa está sendo reelaborado o Projeto Político
Pedagógico, que contém os encaminhamentos que visam contribuir de forma
significativa na solução dos problemas socais e consequentemente, para a
configuração de uma sociedade mais justa, mais humana e mais solidária, onde
todos possam ter equitativamente, acesso aos bens socialmente produzidos.
Nesse
contexto, o relacionamento professor-aluno é imprescindível para o sucesso do
processo ensino-aprendizagem. Acreditamos na mediação do professor como alguém
capaz de conduzir o aluno em suas vivências com o mundo que o cerca e assim,
refletindo acerca disso, construir o seu próprio conhecimento; no diálogo como forma de mediar conflitos. O relacionamento
escola - comunidade que antes se resumia a reuniões bimestrais, quando os pais
eram convidados a receber boletins e discutir a aprendizagem dos filhos, as
datas e eventos comemorativos, não havendo um relacionamento mais intenso e
aberto, teve nos últimos anos uma abertura a discussões dos
problemas que afligem a ambas (escola e comunidade), bem como encaminhamentos e
as soluções de alguns destes. No entanto, percebemos a necessidade de um
empenho mais eficiente por parte das famílias, principalmente no acompanhamento
didático-pedagógico dos seus filhos. Também são poucas as atividades
desenvolvidas pela escola e mesmo por outros setores da comunidade que possam
servir de motivação para formação de grupos de teatro, dança, música, jogos,
entre outros.
O
fortalecimento do vínculo família-escola acontece através de reuniões mensais
ou extraordinárias para tratar de informações necessárias ao desenvolvimento
escolar dos alunos e, além disso, sobre assuntos pedagógicos e administrativos
da instituição. Porém,
percebemos a necessidade de organizar
estratégias para que as famílias sejam mais participativas e atuantes,
principalmente no que se refere às
questões pedagógicas.
O espaço físico da escola não se
constitui como um espaço adequado para realizar as diversas atividades
escolares e comunitárias, uma vez que não dispõe de biblioteca, sala de
professores, sala de recursos multifuncionais, ginásio, quadra de esporte,
auditório e refeitório. Assim a escola apresenta 12 salas distribuídas da
seguinte forma: 02 salas de aula, 01 sala que comporta a TV escola, sala dos
professores e apoio pedagógico, 01 sala onde funciona a gestão administrativa e
a secretaria, 01 cozinha pequena, 01 sala onde ficam duas estantes com livros e
vídeos da TV escola e armários com material de consumo, 01 dispensa, 01 pequeno
almoxarifado, 03 banheiros e 01 pátio. A escola não dispõe das condições de
acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida: arquitetônica
(banheiros, vias de acesso, sinalização táctil, sonora e visual)
pedagógica (livros e textos em formatos acessíveis e outros recursos de
Tecnologia Assitiva – TA); comunicações e informações
(tradutor/interprete de Libras, guia-interprete e outros recursos e serviços); mobiliários
(carteiras escolares acessíveis, cadeira de rodas, muletas, andadores e
outros).
Apesar das
dificuldades relatadas podemos destacar que as duas salas de aula possuem um
ambiente acolhedor, com espaço amplo, ventilado e bem iluminado. A instituição
funciona apenas no turno matutino, no horário de 7 às 11:30. As turmas são
multisseriadas: em uma sala funciona o 1º, 2º e 3º ano e, na outra, o 4º e 5º
ano. Percebe-se portanto, que isso pressupõe um
esforço maior por parte do educador e um comprometimento e doação para planejar
suas ações de forma a garantir a aprendizagem significativa, respeitando as
necessidades dos educandos e garantindo a emancipação dos sujeitos envolvidos,
o que não é tarefa fácil, principalmente na primeira turma citada (de 1º ao 3º
ano), já que os alunos do 1º ano exigem uma intervenção mais sólida para
desenvolver suas habilidades. Seria preciso a construção de pelo menos mais uma
sala de aula para comportar estes alunos.
A
cozinha da escola é muito pequena e mal comporta os aparelhos refrigeradores,
fogão e os armários que armazenam os itens da merenda e os utensílios de
cozinha. A sala onde funciona a gestão administrativa e
a secretaria possui quatro armários e ainda um armário pequeno, dois bureaus,
ficando muito apertada, dificultando até
a locomoção. Além disso, é muito quente devido à incidência do sol. Precisa de
ampliação e climatização para se tornar um espaço agradável e acolhedor.
A dispensa
também é muito pequena e armazena com dificuldade os materiais de limpeza e
utensílios como baldes, vassouras e outros. Os banheiros dos alunos são também
pequenos, sem acessibilidade, não contêm chuveiro. Já o banheiro dos
funcionários é um pouquinho maior e conta com um chuveiro. O pátio da escola é
coberto, mas não comporta as festas com a comunidade. Existe uma quadra bem
próxima a escola, mas a mesma não é coberta, não possibilitando, portanto, sua
utilização durante o dia para a prática de esportes ou outra atividade. Além
disso, vale salientar que a escola não dispõe de portões nos seus arredores,
sendo totalmente aberta e perigosa para os alunos, já que estes podem
facilmente cair de suas calçadas nos momentos de brincadeiras. A mesma conta apenas com grades nas janelas e
nas portas da cozinha e na sala onde ficam os computadores.
Existe uma sala pequena, onde poderia
funcionar uma pequena biblioteca ou a sala de AEE, mas é preciso reformá-la, adquirir
mobiliário e climatizar a mesma. A escola não dispõe da sala de recursos
multifuncional e de funcionários para realizar o trabalho de Atendimento
Educacional Especializado – AEE; os alunos que apresentarem deficiência
conforme a Resolução Nº 02/2012-CEE/CEB/RN, Art. 4, será combinado de comum
acordo com a família para ser encaminhado a instituições da sociedade civil.
Quanto aos
equipamentos, merece destaque o nosso laboratório de informática, que dispõe de
um computador e cinco monitores e internet; mesmo que funcionado em uma sala
improvisada tem auxiliado bastante no processo ensino aprendizagem e inclusão
digital dos nossos educandos. Além disso, dispomos de um amplo acervo de livros
paradidáticos, literatura infantil, projetor multimídia e outros recursos que
dão suporte ao pedagógico da instituição. Ainda contamos com um aparelho de
som, uma TV, dois bebedouros elétricos, uma impressora multimídia (doada pela
comunidade) que auxilia demais nas atividades escolares e recentemente fomos
contemplados com um notebook que embora insuficiente, tem ajudado muito nas
tarefas burocráticas da escola, todos funcionando bem. Precisaríamos adquirir
mais um notebook e mais computadores, bem como climatizar alguns espaços da
escola.
2. Caracterização da Gestão Escolar
A gestão administrativa
da escola está composta pelo gestor, suporte pedagógico e o Conselho da caixa
escolar. A forma de escolha da gestão é por indicação. O corpo docente é
formado de duas educadoras com formação em Pedagogia e ambas dispõem de
30h/aulas semanais no governo do estado. O quadro de funcionários se apresenta
com a merendeira funcionária do governo do estado e um serviço de apoio
vinculado ao convênio com a prefeitura municipal de Caicó, ambas com 40h
semanais.
Fundamentada
na LDB 9394/96, a escola tem como objetivo geral educar o ser humano
em todos os seus aspectos, valorizando as experiências sociais, culturais e
políticas, dentro dos princípios humanísticos da igualdade, da justiça e da
fraternidade, o que inclui uma gestão democrática e participativa. O Conselho
escolar tem contribuído muito para isso, ajudando a decidir questões sobre
calendário letivo, recursos financeiros, questões administrativas e pedagógicas
da escola. Ainda não ocorreu nenhum processo formativo para os conselheiros,
devido o mesmo ter sido realmente consolidado em eleição apenas esse ano de
2015, por causa do pequeno número de alunos e outros fatores, mas pretende-se
articular junto aos órgãos competentes para o ano subseqüente essa formação,
pois acreditamos que esse é o caminho para garantir uma escola de qualidade com
a participação de todos.
Um
fato que acreditamos que dificulta um pouco os encontros diz respeito ao
horário das reuniões que sempre acontecem no turno matutino, único expediente
em que a escola funciona, conforme mostra o quadro abaixo:
|
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO
|
TURNO
|
MODALIDADE
|
TURMAS MULTISSERIADAS
|
QUANTIDADE
|
|
7:00 ÁS 11:30
|
MATUTINO
|
ENSINO
FUNDAMENTAL I
|
1º, 2º E 3º ANO
4º E 5º ANO
|
1
1
|
Aliado
a isso, vale salientar que apenas uma funcionária (a ASG) mora na comunidade;
as demais moram na zona urbana de Caicó, distante aproximadamente 10 a 12 km da
escola e ainda as professoras dispõe de outro vínculo no turno vespertino, fato
este que torna praticamente inviável as reuniões em outro horário, já que à
noite o deslocamento até a comunidade é perigoso.
Atualmente a Instituição
mencionada recebe três recursos. São eles:
·
Programa Dinheiro Direto na Escola
(PDDE) – é um recurso destinado à aquisição de materiais de
expediente, tais como: papelaria, materiais de limpeza e manutenção de
equipamentos. A instituição recebe uma única parcela para a compra desses
materiais não podendo utilizá-lo para outros fins.
·
Programa de Autogerenciamento da Unidade
Escolar (PAGUE) - é um recurso estadual destinado à
compra de material de consumo como: gás de cozinha, material de limpeza e
pequenos reparos na estrutura da escola. São repassadas 04 parcelas para
atender a esses fins.
·
Programa Nacional de Alimentação Escolar
(PNAE) - destinado a compra da merenda para os alunos do
ensino fundamental. São repassadas 10 parcelas, sendo que a de número 8 vem com
um pequeno aumento em relação às demais.
Vale salientar, porém, que como os repasses desses
recursos levam em consideração o número de alunos, a escola vem sofrendo com a
diminuição desses valores, já que o número de alunos tem diminuído
principalmente devido a saída das famílias em busca de melhores condições de
vida. Outra dificuldade reside no fato de que cada recurso
apresentado tem destino pré-determinado. Dessa forma, o gestor escolar fica
impedido de utilizar esse dinheiro para qualquer outro fim que não seja o
estabelecido pelos órgãos administrativos superiores, o que gera certas
dificuldades em solucionar algumas dificuldades, como, por exemplo, quando a
escola necessita de adquirir algum recurso de capital e o dinheiro que se tem
em caixa é para despesa de custeio.
Este fato foi bem sentido pela Instituição em
questão no ano passado, pois foi penalizada devido a antiga gestão reprogramar
o dinheiro do PDDE. Além de não receber recurso, a escola teve que gastar com
urgência o que tinha em caixa para não sofrer novas sanções e esse recurso era
destinado a despesas de custeio e não de capital que era o que a escola mais
necessitava como mostra o quadro a seguir.
QUADRO COMPARATIVO DOS RECURSOS
|
ANOS
RECURSOS\
|
2012
|
CUS.
|
CAP.
|
2013
|
CUS.
|
CAP.
|
2014
(REPROG.)
|
CUS.
|
CAP.
|
|
PDDE
|
981,90
|
687,33
|
294,57
|
2.700,00
|
2.160,00
|
540,00
|
6.109,65
|
4.800,00
|
-
|
|
PAGUE
|
1.225,32
|
1.225,32
|
-
|
1.012,01
|
1.012,01
|
-
|
932,00
|
932,00
|
-
|
|
PNAE
|
2.040,00
|
-
|
-
|
1.920,00
|
-
|
-
|
1.620,00
|
-
|
-
|
Em relação aos
recursos gerados pela própria escola, há o dinheiro arrecadado com a venda de
bilhetes do balaio (no mês de junho) usado para a festa do Dia das Crianças,
bazar de roupas usadas e rifas para
arrecadar dinheiro para comprar algo que a escola necessita. Temos a Unidade
Executora própria (Caixa Escolar), que é submetida à eleição para escolha de
membros a cada dois anos. As reuniões ocorrem mensalmente ou
extraordinariamente quando a situação exige. Os recursos
financeiros recebidos são submetidos à análise e discussão sobre sua aplicação,
com o objetivo de garantir a transparência que é requerida no gerenciamento de
recursos públicos. A prestação de contas é rigorosamente em dia e apresentada
em reuniões com a comunidade, além de ser exposta em um quadro de avisos da
escola.
Quanto às parcerias com
outras instituições, a escola vem recebendo o apoio de outros órgãos como
SEAPAC, Posto de Saúde, a Associação da Comunidade e sempre que possível
realizamos atividades em conjunto com a Escola da comunidade vizinha. Somos uma
equipe aberta a outras parcerias, buscando sempre atender as necessidades dos
alunos e da comunidade, cedendo espaço para realização de cursos e outras
atividades que visam a melhoria da qualidade de vida dos mesmos. Devido estar
situada em uma área rural, não somos contemplados com alguns programas do FNDE,
pois o número de alunos não corresponde às exigências dos referidos programas.
A equipe pedagógica é
formada pela coordenadora, cuja função é de acompanhar o planejamento das 2(duas)
professoras da unidade escolar , o qual ocorre quinzenalmente, direcionar suas
pesquisas como projetos e estudos, contribuir com sua formação continuada para
que as docentes possam inovar suas atividades e tomar consciência de suas
posturas enquanto profissionais. Buscamos estar sempre
acompanhando o desempenho e a frequência de nossos alunos, visando não apenas a
permanência, mas principalmente o avanço e o desenvolvimento das
potencialidades dos mesmos. Conhecemos a realidade da nossa clientela bem de
perto, o que contribui para o desenvolvimento de um trabalho direcionado para
superar as dificuldades surgidas.
A escola procura ainda
estabelecer uma relação constante com as famílias dos alunos, mantendo-os bem
informados geralmente em reuniões mensais no que se relaciona ao processo
ensino-aprendizagem, apresentando os resultados da metodologia adotada e das
avaliações desenvolvidas, com o objetivo de informar aos pais as dificuldades e
os avanços de seus filhos; além disso, são desenvolvidas pela equipe gestora
atividades de reforço individual e coletivo para alunos com dificuldade de
aprendizagem.
O
PPP da escola está passando por algumas alterações, com vistas a dar maior
dinamicidade ao processo educativo. Sua construção, bem como reformulações tem
sido objeto de análise por parte de todos os segmentos da comunidade escolar. A
realização de ações e
metas a curto, médio e longo prazo tem sido acompanhadas e avaliadas em
conjunto através de conversas informais e dirigidas, aplicação de
questionários, com toda a comunidade e/ou com a equipe escolar quando a
situação exige. O acompanhamento e avaliação do Projeto
se dão, portanto, através de reuniões mensais nas quais as discussões e
reflexões coletivas possibilitam as análises, com base no processo de
ação-reflexão-ação, considerando a missão, o objetivo e as necessidades
constantes no mesmo.
A referida Instituição
está embasada nas orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais que propõe
para o ensino fundamental uma base nacional comum e uma parte diversificada que
se constituem um bloco integrado estando organizado da seguinte forma: o
currículo da base nacional comum do Ensino Fundamental deve abranger
obrigatoriamente, conforme o artigo 26 da LDB
o estudo da Língua Portuguesa e da Matemática , o conhecimento do mundo
físico e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil, bem
como o ensino da Arte, a Educação Física e o Ensino Religioso. Realizamos planejamentos bimestrais, além de
encontros quinzenais em cumprimento das horas suplementares das professoras.
Trabalhamos com a linha
pedagógica sociointeracionista, visto que a escola se propõe a operacionalizar
uma ação educativa que considera o aluno como sujeito do seu próprio
desenvolvimento; reconhece a aprendizagem como potencializadora do
desenvolvimento integral dos alunos; respeita e considera as experiências,
interesses e características dos educandos; estimula a participação dos pais
como principais e primeiros responsáveis pela educação dos filhos; reconhece a
importância do trabalho integrado com a comunidade e busca com esta o
estabelecimento de parcerias; desenvolve ações que visam o fortalecimento do
senso crítico com vista a possibilitar a análise, o desvelamento e a
intervenção crítica e transformadora da realidade social vigente. Nesse
sentido, o PNAIC vem nos oportunizando uma base de conhecimento importantíssima
para dar sustentabilidade ao processo ensino-aprendizagem nas séries iniciais
do processo de alfabetização, visto que nos faltava um aprofundamento teórico-metodológico que
pudesse dar sustentação ao fazer pedagógico eficiente.
O processo de avaliação
de nossa escola ocorre de forma contínua através de observações, anotações e
registros escritos, apresentações, debates, além da provinha Brasil que é
aplicada na turma de 2º ano. Os outros instrumentos de avaliação de desempenho,
como IDEB, Prova Brasil não são aplicados, devido o número de alunos não corresponder
ao determinado pelos mesmos. Os alunos são informados sobre o que sendo avaliado e como se dará essa avaliação,
garantido a democracia e a qualidade em detrimento da quantidade, visando a
demonstração do pensamento crítico e construtivo do aluno.
A partir de momentos de
reflexões, de dar um tempo na correria do cotidiano para observar os processos
de gestão, visando garantir um processo democrático e a promoção de
aprendizagem significativa e emancipadora e também da participação em cursos de
formação junto com a equipe escolar, percebemos entre outros aspectos, a
necessidade de rever nossas práticas sobre educação contextualizada, baseada
numa outra concepção de ver, trabalhar e construir o semiárido, das pessoas que
nele vivem e sua relação com a natureza.
Reconhecemos
que precisamos planejar mais atividades pedagógicas extra sala de aula, visto
que somos uma escola do campo e nesse sentido possuímos um rico espaço a ser
explorado nas diferentes áreas do conhecimento.
Como a escola ainda não
dispõe de Sala de Recursos Multifuncionais, caso apareça aluno que necessite
desse tipo de atendimento, o mesmo será encaminhado para o órgão competente,
mas já há vislumbres da utilização de
uma sala na escola reforma e posterior utilização para este fim. Até o ano de
2014, a Instituição contemplava um aluno com necessidades especiais, o qual
estudou um bom tempo e nunca se teve problemas de preconceito ou outro tipo de
agressão com o mesmo. Ainda assim, promovemos conversas, debates e outros meios
quando identificamos qualquer tipo de violência ou preconceito dos alunos com
quem quer que seja.
Embasando-se na lei n.º 10.639/2003 que determina a
obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana
nos currículos escolares, percebemos a necessidade do aprofundamento nos
assuntos referentes à cultura africana e afro-brasileira e o preconceito ainda
existente quanto a elas. Estudar essas questões é primordial. Sabe-se que a
cultura brasileira e, sobretudo, a nordestina apresenta características das
três diferentes etnias que formaram o seu povo: índios, negros e europeus,
motivo pelo qual tornou-se muito rica e diversificada.
Estudar as riquezas desse povo, suas raízes culturais, é
portanto uma ótima oportunidade de perceber que os aspectos sociais da região
trazem elementos próprios, como a linguagem, os símbolos que representam os
fatos históricos ali acontecidos, além da arte, alimentação, etc., num trabalho
interdisciplinar.
Levar a sugestão para a sala de aula é uma ótima forma de se perceber
qual o centro de interesse dos alunos diante do tema, afinal, são eles os
principais intérpretes do processo. Dessa forma, em um projeto semestral que
ocorre desde 2013, trabalhamos algumas especificidades, como as brincadeiras
populares do nordeste, culinária, artesanato, literatura, danças, lendas
folclóricas e religião. Com esses estudos direcionados, os alunos têm contato
com a realidade cultural da região, fazem contato direto com a produção,
podendo inferir conceitos sobre determinada cultura, estrutura de trabalho, de
moradia, de vida, refletindo sobre a dignidade desse trabalho pouco valorizado.
A formação continuada dos educadores é acompanhada pela escola em momentos de
estudos, em instituições como universidades e programas do governo federal, estadual,
como: PROINFO, TV ESCOLA entre outros.
O transporte escolar é
feito atualmente de forma regular e sem transtornos, já que em outros anos
ocorria suspensão desse serviço por falta de pagamento. A merenda escolar é de
boa qualidade, acompanhada por nutricionista. Os livros didáticos são
contextualizados e em número suficiente para todos os alunos, além de terem a
funcionalidade de serem consumíveis.
Mesmo diante das dificuldades encontradas, as
pessoas que visitam a nossa escola se surpreendem com a limpeza, a estrutura em
relação as outras escolas do campo, aos materiais pedagógicos disponíveis.
Ainda tem muito o que melhorar, é claro, mas temos conseguido com dedicação e
empenho superar muitas barreiras e construir pontes para uma educação de
qualidade.
3.
Caracterização do público atendido
O público atendido pela
Escola geralmente são crianças de 6 a 10 anos, oriundas da própria comunidade
ou de sítios vizinhos, a maioria filhos de agricultores, muitos vem de famílias
desestruturadas (pais separados, criados por avós). Aliado a esse fator, muitos
responsáveis por essas crianças são analfabetos e não tem condições ou até
pessoas na comunidade que possa dar aulas de reforço, ficando restrito à escola
desempenhar essas ações.
Apesar disso, são
crianças com um potencial de aprendizagem, a maioria com expectativas de
superação das condições de vida que tem atualmente, a quais tem habilidades que
muitas crianças da zona urbana nem sonham, como lidar com animais, conhecem a
natureza, as plantas locais, os costumes e o modo de vida da comunidade e têm
muito o que ensinarem e contribuírem para o conhecimento daquela realidade.
RFERÊNCIAS:
Projeto Político-Pedagógico: dimensões
metodológicas.
Cartilha – Indicadores de Qualidade.
Instrumentos de pesquisa construídos
pelos professores Maria Aldeiza da Silva e Wellington Vieira Mendes
O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA: DIMENSÕES CONCEITUAIS E METODOLÓGICAS
Autora: Maria das Graças Toscano Santos
ELABORAÇÃO
DO DIAGNÓSTICO DA ESCOLA
1- Caracterização da Instituição Escolar
·
Aspectos
Históricos
A Escola Estadual Teônia
Amaral, foi criada com intuito de atender a demanda dos moradores da Cidada de
Florânia, a mesma recebeu esse nome para homenagear a irmã do fundador da
escola, Padre Sinval Laurentino de Medeiros.
·
Ambiente
Físico Escolar
As
salas de aula são suficientes para atender a demanda de alunos, são espaçosas e
climatizadas, favorecendo o bem estar dos alunos e funcionários. Recentemente a
escola foi reformada e conta com 01 direção, 01 Secretaria, 01 Sala de
Professores, 12 salas de aula, sendo uma para atendimento do AEE. 01 quadra de
esportes, 01 cozinha, 01 depósito de alimentos, 06 banheiros para alunos e
professores, disponibilizando um banheiro com acessibilidade especial para
deficientes, 01 depósito de Materiais, Sala de TV Escola, Sala de Leitura, 01
laboratório de informática, 01 laboratório de química e 01 salão para eventos.
Os espaços da escola já são adaptados para
cadeirantes, com rampas de acesso. O acesso a quadra de esportes ainda é um
problema em relação ao acesso, porém, está passando por um processo de reforma.
Os materiais disponíveis atualmente na escola para atender os educandos em AEE
são: jogos, bandinha e Tecnologia Assistiva (repassados pelo MEC/ FNDE); uma cadeira de rodas.
2- CARACTERIZAÇÃO DA GESTÃO DA ESCOLA
·
Organização e Gestão administrativa na perspectiva democrática
Os cargos de direção e vice-direção são escolhidos através de eleições
diretas para um mandato de 02 (dois) anos, podendo ser reeleitos para mais um
período. A escola dispõe de um Conselho Deliberativo e Fiscal, com funções de
conselho de classe e escola. Os membros são escolhidos através de assembléia,
para um mandato de 02 (dois) anos, sendo formado por 02 representantes dos
seguintes setores: direção, docentes, profissionais não-docentes, pais de
alunos, alunos e representantes da comunidade.
A escola funciona em três turnos, apenas com Ensino Médio. A equipe da escola, tanto do quadro
doscente como do quadro administrativo atende a demanda da escola.
·
Organização e Gestão Financeira
A escola recebe
recursos através do FNDE, de programas como PDDE, PAGUE, PENAI e PROEMI. A escola
possui uma Unidade Executora para administrar os recursos financeiros através
de um conselho deliberativo. Ele está organizado com um presidente, um
Secretário e um conselho fiscal. Assim que entram os recursos o banco avisa ao
presidente e ele junto com o Secretário do Conselho se dirige ao banco. Após
saber o montante tem uma reunião com o conselho escolar e o deliberativo para
saber como este recurso deve ser aplicado. Após a efetivação das compras todas
as prestações de contas são expostas em mural e nas reuniões com a comunidade escolar.
·
Organização e Gestão do Trabalho
Pedagógico
A existência de uma equipe de supervisão
pedagógica se faz necessário para execução e orientação das diversas atividades
pedagógicas realizadas na escola. Para cada turno temos um supervisor pedagógico.
A escola possui um PPP atualizado e já
corrigido, elaborado pelos membros escolares.
O currículo é a
proposta de ação educativa constituída pela seleção de conhecimentos
construídos a partir das relações expressas nas práticas escolares. A composição curricular deve buscar a
articulação entre os vários aspectos da vida cidadã (a saúde, a sexualidade, a
vida familiar e social, o meio ambiente, o trabalho, a ciência e a tecnologia,
a cultura, as linguagens) com as áreas de conhecimento (Língua Portuguesa, Matemática,
Ciências, Geografia, História, Língua Estrangeira, Educação Artística, Educação
Física e Educação Religiosa).
A escola reconhece a importância que os projetos e
atividades extracurriculares têm para a melhoria do processo
ensino-aprendizagem. Os projetos são elaborados com a participação de todo
corpo docente, mas também será considerado o trabalho individual de cada
professor, contando com o apoio e auxílio da supervisão escolar.
A avaliação da aprendizagem escolar aplicada aos
estudantes é sempre feita de forma contínua e com cuidado por se tratarem de uma verificação dos resultados de
ações direcionadas ao cumprimento de objetivos previamente planejados. O alunos são informados sobre os
princípios de avaliação que deverão estar presentes em todos os componentes
curriculares e os resultados são informados através do sistema SIGEDUC.
A
Sala de recursos multifuncionais encontra-se instalada na Sala de Vídeo (TV
Escola), para utilização de ambas, é feito um programa semanal de utilização da
sala. Os espaços escolares já são adaptados para cadeirantes, com rampas de
acesso e, também, um sanitário masculino e outro feminino, quanto à quadra de
esportes, encontra-se em reforma. A escola busca sempre a inclusão e a
socialização, na busca pela aprendizagem dos alunos especiais.
Quanto à formação, capacitação e atualização dos
professores, muitos profissionais têm a oportunidade de participar de cursos
oferecidos pelo MEC/FNDE, como: Formação
no Pacto Nacional, Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básico
Integrado e Proinfo. Com
relação a ações de apoio aos estudantes são ofertados pela Secretaria de
Educação: merenda escolar, transporte escolar, livros didáticos.
Anualmente acontecem as olimpíadas de Português e
Matemática, mais uma forma de testar os conhecimentos dos estudantes.
3- CARACTERIZAÇÃO
DO PUBLICO ATENDIDO
A
escola atende 468 alunos da zona urbana e rural, sendo um público com uma faixa
relativo às séries do 1º ao 3º ano, e EJA do ensino médio. A maioria dos
estudantes são residentes da cidade de Florânia, porém alunos das zonas rurais
do Jucuri e Cajueiro também são atendidos na escola.
São alunos com vontade de
vencer, com um grande potencial de aprendizagem, a maioria com expectativas de
superação das condições de vida que tem atualmente. Os costumes e o modo de
vida tem diferença notável quando se trata dos que residem na cidade em relação
aos da zona rural.
O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA: DIMENSÕES CONCEITUAIS E METODOLÓGICAS
Autoras: Francisca e Marecilda
1.
CARACTERIZAÇÃO
DA ESCOLA
1.1 Aspectos Históricos Geograficos
A Escola Municipal Professora Maria de
Lourdes Medeiros Cunha, foi criada com intuito de atender a demanda dos
moradores do Bairro Baixa da Beleza, uma vez que não possuindo escola no bairro
teriam que se deslocar para as escolas
do Centro da Cidade. A escola foi criada e Regulamentada pelo Ato de Criação: Lei Municipal nº 663 de 06 de Outubro
de 1999, e reconhecida pelo Ato de Reconhecimento: Portaria nº 781/08 de
07/08/2008.
A referida escola, tem como objetivo resgatar a instituição escolar como espaço público, lugar de
socialização de saberes sistematizados, apoiados na reflexão coletiva, no
desenvolvimento efetivo da aprendizagem e no pleno exercício da cidadania. Foi construída
a partir da iniciativa da prefeitura municipal juntamente com a Secretaria
Municipal de Educação e está localizada na rua Professora Maria Pires de
Azevedo, nº 325 – Bairro Comissão, Jardim do Seridó-RN.
1.2 Aspectos Economicos e
Socioculturais
É um bairro de
periferia, onde a maioria das famílias são
de baixa renda, com nível de
escolaridade baixa e seus pais nem sempre têm emprego fixo, exercendo com isso
atividades diversas, como: agrícola, comercial, residencial/autônomos, entre
outras que garantem sua subsistência.É bastante perceptível o estado de
vulnerabilidade dos educandos, pois os mesmos convivem com uso do tráfico de
drogas e a prostituição.
Desse modo a escola procura acolher o aluno da melhor forma possível,
visando oferecer o que estas crianças não tem no lar, uma vez que a família é
muito ausente no ambiente escolar.
1.3 Ambiente
Físico Escolar
As salas de aula são suficientes para atender a demanda, inclusive a
demanda integral, as salas são espaçosas e ventiladas, favorecendo a realização
de atividades de ensino aprendizagem. No entanto a escola está precisando de
uma reforma em sua estrutura física. A escola
conta com 01 direção, 01 Secretraria, 01 Sala de Professores, 09 salas
de aula, 01 sala de Supervisão, 01 quadra de esporte, 01 cozinha, 01 deposito
de alimentos, 06 banheiros para alunos, 02 banheiros para funcionários,
Deposito de Materiais, Sala de TV Escola, Sala de Leitura, Sala de
Brinquedoteca, Sala de Artes.
A Sala de recursos multifuncionais encontra-se
instalada na Sala de Vídeo (TV Escola). O motivo para instalação conjunta se
deve ao fato de que muitos docentes preferem utilizar o Laboratório de
Informática, com isso, a utilização da Sala de TV Escola ficou bastante
reduzida, possibilitando que a Sala de Recursos Multifuncionais funcione no
mesmo espaço sem causar prejuízos educacionais a demanda educacional de
docentes e educandos, levando-se em consideração, também, que é feito um
cronograma semanal de utilização da sala.
Os espaços escolares já são adaptados para
cadeirantes, com rampas de acesso e, também, um sanitário masculino e outro
feminino. O acesso a quadra de esporte é precário para todos, já que não há
calçamento e o terreno é bastante desnivelado.Os materiais disponíveis
atualmente na escola para atender os educandos em AEE são: jogos, bandinha e
Tecnologia Assistiva (repassados pelo MEC/ FNDE); uma cadeira de rodas.
Ao longo desses 15 anos de criação a escola
vem a cada ano ampliando seus recursos materiais para melhor desenvolver o
trabalho pedagógico, para isso conta com os programas do PDDE, e o apoio do
FNDE através do PAR, que no ano de 2013 investiu em mobiliário e equipamentos,
como carteiras, ventiladores, ar condicionado, computadores, retroprojetores.
Enfim, sempre existe um cuidado da escola em fazer a manutenção dos
equipamentos de cozinha e ventilação no inicio do ano letivo.
2. CARACTERIZAÇÃO
DA GESTÃO DA ESCOLA
2.1 Organização e Gestão administrativa na perspectiva democrática
Os cargos de direção e vice-direção são
escolhidos através de eleições diretas para um mandato de 02 (dois) anos,
podendo ser reeleitos para mais um período, de acordo com a lei Municipal n°
877 de 1º de junho de 2011.
A escola dispõe de um Conselho Deliberativo e
Fiscal, com funções de conselho de classe e escola, imprescindível na execução
da gestão democrática e na autonomia de administração da escola. Os membros são
escolhidos através de assembleia, para um mandato de 02 (dois) anos, sendo
formado por 02 representantes dos seguintes setores: direção, docentes,
profissionais não-docentes, pais de alunos, alunos e representantes da comunidade.
O calendárioé elaborado de
forma participativa de acordo com a realidade local.A escola funciona em três
turnos, atendendo também a escola de tempo integral. A escola oferta o Ensino Fundamental em nove
anos, nos turnos matutino e vespertino e o Ensino de Educação de Jovens e
Adultos, nas modalidades multisseriada e 5º e 6º período. Segue a abaixo um
quadro com as turmas atendidas na escola:
Composição das turmas
|
Ano
Escolar/ Turma
|
Número
de alunos
|
Turno
|
|
1º ano
|
16
|
Integral
|
|
2º ano
|
21
|
Integral
|
|
3º ano
|
28
|
Integral
|
|
4º ano
|
27
|
Matutino
|
|
5º ano
|
27
|
Matutino
|
|
6º ano “A”
|
30
|
Matutino
|
|
7º ano “A”
|
12
|
Matutino
|
|
5º Período
|
29
|
Vespertino
|
|
6º Periodo
|
16
|
Vespertino
|
|
8º ano
|
23
|
Vespertino
|
|
9º ano
|
17
|
Vespertino
|
|
EJA (Multisseriado)
|
14
|
Noturno
|
|
AEE – turma 1
|
02
|
Matutino
|
|
AEE – turma 2
|
02
|
Vespertino
|
Segue abaixo o quadro de professores
Corpo docente e respectiva formação:
|
Nº de docentes
|
Formação inicial
|
C. H
|
Vínculo empregatício
|
|
03
|
Letras
|
30
|
Municipal
|
|
01
|
Matemática
|
30
|
Municipal
|
|
02
|
História
|
30
|
Municipal
|
|
02
|
Geografia
|
30
|
Municipal
|
|
06
|
Pedagogia
|
30
|
Municipal
|
|
01
|
Educação Física
|
30
|
Municipal
|
Total de docentes: 15
professores
Funcionários administrativo e de apoio:
|
Quantidade
|
Formação
|
C.
H
|
Vínculo
empregatício
|
Função
|
|
02
|
Ensino
Superior
|
30
|
Municipal
|
Supervisão
|
|
01
|
Ensino
Superior
|
30
|
Municipal
|
Educacional
|
|
06
|
Ensino
Médio
|
40
|
Municipal
|
ASG
|
|
01
|
Ensino
Superior
|
40
|
Municipal
|
ASG
|
|
01
|
Ensino
Médio
|
40
|
Municipal
|
Porteira
|
|
01
|
Ensino
Superior
|
40
|
Municipal
|
Porteira
|
|
01
|
Ensino
Médio
|
40
|
Municipal
|
Secretária
|
|
02
|
Ensino
Superior
|
40
|
Municipal
|
Digitador
|
Total de profissionais não-docentes:
15 profissionais
A equipe da escola, tanto do quadro doscente como do quadro
administrativo atende a demanda da escola. Faltando apenas um supervisor para
atender a escola de tempo integral.
2.2 Organização e Gestão Financeira
A escola recebe
recursos diretamente do FNDE, através de programas como Alimentação Escolar,
PDDE, Mais Educação, Escola Acessivel, Atleta na escola, PAR, Escola
Sustentavel ( ainda não foi liberado), e recursos adquiridos com a Carrocinha e
festejos escolares.
A escola
possui uma Unidade Executora para administrar os recursos financeiros através
de um conselho deliberativo. Ele está organizado com um presidente, um
Secretário e um conselho fiscal. Assim que entra os recursos o banco avisa ao
presidente e ele junto com o Secretário do Conselho se dirige ao banco. Após
saber o montante tem uma reunião com o conselho escola e o deliberativo para
saber como este recurso deve ser gasto. Após a efetivação das compras todas as
prestações de contas são expostas em mural e nas reuniões com a comunidade
escolar, além de ser encaminhada para secretaria municipal e para o FNDE.
2.3 Organização e Gestão de Trabalho
A existência de uma equipe de supervisão
pedagógica se faz necessário para execução e orientação das diversas atividades
pedagógicas realizadas na escola. Para cada turno temos uma supervisão
pedagógica, assim como, também, existe a profª comunitária que auxilia e
coordena as atividades do Programa Mais Educação.
A escola possui um PPP elaborado em 2014, que precisa ser reelaborado.
Sua construção e elaboração foi coletiva, mas não existe muita mobilização
entre suas metas e as atividades da escola.
O currículo é a
proposta de ação educativa constituída pela seleção de conhecimentos
construídos a partir das relações expressas nas práticas escolares que se
desdobram em torno de conhecimentos relevantes e pertinentes, permeadas pelo
conjunto das relações sociais,
articulando vivência e saberes dos estudantes, de forma que contribua com o
desenvolvimento de suas identidades e condições cognitivas e sócioafetivas,
para tanto,as estruturas curriculares do Ensino Fundamental e do Ensino Médio
têm uma Base Nacional Comum e uma Parte Diversificada que se constituem um
bloco integrado e está organizada em áreas de conhecimento, a saber:
· Linguagens;
· Matemática;
· Ciências
da Natureza;
· Ciências
Humanase no Ensino Fundamental é acrescido o Ensino Religioso como área de
conhecimento.
Ter claro que a legislação nacional determina
componentes curriculares obrigatórios organizados nas áreas de conhecimento
para compor o currículo.
Contemplar os temas sociais conforme estabelece as
Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Abordar os
conteúdos de cada componente curricular nas dimensões interdisciplinares.Assumir
a leitura e a escrita como responsabilidade de todas as áreas.Definir regras e
normas para estágio supervisionado em consonância com a legislação vigente.
A escola reconhece a importância que os projetos e
atividades extracurriculares têm para a melhoria do processo
ensino-aprendizagem no que diz respeito a trabalhar de forma interdisciplinar,
dinâmica, planejada e organizada, sabe do valor dessas iniciativas no âmbito socioeducativo
como respaldo para ações que buscam o estimulo pela leitura, a desenvolvimento
de habilidades de escrita, a socialização, interação de grupo, elevação da
autoestima, reflexão sobre temas
contemporâneos, redução de queixas da ordem de vulnerabilidade social e
execução de atividades a médio e longo prazo que exigem planejamento,
desenvolvimento e avaliação. Tem como prioridades os seguintes temas: valores,
família, cidadania, meio ambiente, saúde, educação e cultura.
Os projetos são elaborados com a participação de
todo corpo escolar, mas também será considerado o trabalho individual de cada professor,
contando com o apoio e auxílio da supervisão escolar.
2.4 Organização e Gestão de
Trabalho
A avaliação da aprendizagem escolar aplicada aos
estudantes, está de acordo conforme a Portaria nº 1033/08-SEEC/GS. Sempre tendo
o cuidado de verificar se o processo de avaliação é coerente com a aprendizagem
proposta pela escola, de que modo este processo contribui para a prática
didático-pedagógica, se são levadas em consideração as especificidades dos
estudantes e como a escola propicia a participação da família neste processo. O
alunos são informados sobre os princípios de avaliação que deverão estar
presentes em todos os componentes curriculares, dando ênfase a um processo de
feedback contínuo e definir indicadores que permitam o andamento do trabalho
pedagógico.
A
Sala de recursos multifuncionais encontra-se instalada na Sala de Vídeo (TV
Escola). O motivo para instalação conjunta se deve ao fato de que muitos
docentes preferem utilizar o Laboratório de Informática, com isso, a utilização
da Sala de TV Escola ficou bastante reduzida, possibilitando que a Sala de
Recursos Multifuncionais funcione no mesmo espaço sem causar prejuízos
educacionais a demanda educacional de docentes e educandos, levando-se em
consideração, também, que é feito um cronograma semanal de utilização da sala.
Os
espaços escolares já são adaptados para cadeirantes, com rampas de acesso e,
também, um sanitário masculino e outro feminino, mas ainda falta o acesso a
quadra de esporte. A escola trabalha na busca de um apolítica inclusiva onde
existe o
trabalho de socialização e desenvolvimento das habilidades e aprendizagem de
todos os alunos inclusive daqueles que têm déficit de aprendizagem e que não
são tidos como especiais.
2.5 Organização e gestão do
trabalho Pedagógico
Considerando o que
preceitua a Resolução nº 02/2008-CEE/RN, o Processo de Avaliação Institucional
no nível interno será executado pela própria escola com a participação dos
diferentes segmentos que integram a comunidade escolar sobre a qual deve
incidir sobre indicadores que refletem na educação e que estejam inseridos nas
dimensões:
·
Ambiente Físico Escolar;
·
A Organização e Gestão Administrativa;
·
Organização e Gestão Democrática;
·
Organização e Gestão Pedagógica;
·
Avaliação do Processo
Ensino-Aprendizagem.
Os
níveis de aprendizado como notas dos alunos, Prova Brasil, Ideb dentre outros
são analisados minuciosamente pela equipe gestora, logo em seguida é realizada
uma reunião com os professores para acertar os pontos fortes e fracos, tudo
isso para fortalecer o ensino aprendizagem.
Quando nos referimos a formação continuada, devemos enfatizar
os seguintes aspectos profissionais: a formação, a profissão, a avaliação e as
competências que cabem ao profissional. O educador deve está sempre em busca de
uma formação contínua, bem como a evolução de suas competências, ampliando o
seu campo de trabalho e conhecimento. Os educadores têm a oportunidade de
participar em diferentes cursos de áreas de diversas. Alguns cursos e
minicursos são oferecidos pela Secretaria de Educação ou outras instituições
educacionais, visando o aprimoramento das especificidades de cada profissional.
Além disso, muitos profissionais têm a oportunidade de participar de cursos
oferecidos pelo MEC/FNDE, tais como:Formação no Pacto Nacional pela
Alfabetização na Idade Certa,Plano Nacional de Formação de Professores da
Educação Básica – Parfor,Proinfo Integrado, e-Proinfo.
Com relação a ações de apoio aos estudantes são
ofertados pela Secretaria Municipal de Educação, como fardamento, merenda
escolar, kit escolar, transporte escolar, livros didáticos. Dentre outras
atividades extra turno vinvulados ao mais educação, e o amigo da escola, que
são alunos universitários que se dipoe para dar aulas de reforço na escola.
3
CARACTERIZAÇÃO DO PUBLICO ATENDIDO
A escola atende 238 alunosda zona urbana e rural, sendo um público com
uma faixa etária bem diversificado. No turno matutino recebe 124 alunos
distribuídos do 1º ao 7º ano. Esse alunos são originários do bairro e áreas
adjacentes. São filhos de famílias vulneráveis aos problemas de ordem social do
bairro ( subemprego, criminalidade, drogas, prostituição infanto-juvenil,
abandono e descaso familiar). O interesse
desse público pela escola é encontra um refúgio, um apoio, para que saia dessa
vida.
No turno Vespertino recebe 78 alunos distribuídos do 6º ao 9º ano. Esse
alunos são originários do bairro e da Zona Rural do município.Esse público já é
mais diversificado mais ainda encontramos jovens voltados para vulnerabilidade.
O interesse de alguns é perceber a escola como um lugar que oferece
conhecimento e forma cidadãos de bem,
entretanto outros só vem a escola como uma obrigação.
No turno noturno atende 20 alunos, sendo estes adultos e idosos todos da
zona urbana , que não tiveram como terminar os estudos enquanto jovens e
pretendem terminar seus estudos.
REFERENCIAS
CUNHA, EMPMLM.
Projeto Político Pedagógico. 2014.
SILVA, C.S.
Projeto de Gestão 2016/2017. 2015.
Indicadores da qualidade na
educação - edição revista / Ação Educativa,Unicef, PNUD, Inep-MEC
(coordenadores). – São Paulo:Ação Educativa, 2005.
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